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EUA e aliados divergem com Rússia e China sobre o programa nuclear do Irã

Nos debates da ONU, EUA e aliados buscam ampliar sanções ao Irã, enquanto Rússia e China bloqueiam a discussão sobre o comitê de sanções

United States Ambassador to the United Nations Mike Waltz listens to Russian ambassador to the United Nations Vassily Nebenzia as he addresses the United Nations Security Council during a...
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  • No Conselho de Segurança da ONU, EUA e aliados ocidentais buscaram discutir o Comitê 1737, criado para fiscalizar sanções à Iran; Rússia e China tentaram bloquear a sessão, mas a moção foi aprovada por onze votos a favor, com duas abstenções.
  • O embaixador dos EUA na ONU, Michael Waltz, acusou Rússia e China de proteger o Irã e pediu embargo de armas, proibição da transferência de tecnologia de mísseis e congelamento de ativos relevantes.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica reiterou que o Irã é o único país com urânio enriquecido até cinqüenta por cento sem acesso permitido à agência.
  • O embaixador russo, Vasily Nebenzya, disse que EUA e aliados criaram histeria sobre supostos planos nucleares do Irã sem comprovação em relatórios da AIEA.
  • O representante chinês, Fu Cong, chamou Washington de instigador da crise e afirmou que as negociações diplomáticas foram prejudicadas; Reino Unido e França defenderam a reimposição de sanções diante das falhas do Irã em esclarecer o programa.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas discutiu, nesta quinta-feira, o programa nuclear do Irã. O encontro ocorreu durante a atuação dos EUA como presidente do Conselho, com Washington buscando justificar a ofensiva militar lançada contra o Irã cerca de duas semanas antes.

Aliados ocidentais contestaram a posição de Rússia e China, que tentaram impedir um debate sobre o funcionamento do 1737 Committee, criado para supervisionar e fazer cumprir as sanções da ONU ao Irã. A versão final manteve o tema em pauta após votação.

O resultado da votação foi de 11 votos a favor, duas abstenções e nenhuma oposição suficiente para impedir a discussão, segundo informações oficiais. A reunião ocorreu no âmbito do Conselho, que se reúne para observar o cumprimento de sanções.

Durante o encontro, o embaixador dos EUA perante a ONU destacou a necessidade de um embargo de armas contra o Irã e do congelamento de recursos, afirmando que as medidas não são arbitrárias, mas visam conter riscos associados ao programa nuclear e ao suporte ao terrorismo.

A delegação russa rejeitou as projeções de risco de proliferação, afirmando que as autoridades americanas e aliadas geraram histeria em torno de supostos planos iranianos que não teriam sido corroborados por relatórios da AIEA. Segundo Moscou, a ofensiva busca ampliar a escalada regional.

Já a representação chinesa apontou o papel dos EUA como criador da crise nuclear do Irã e criticou a prática de força no processo de negociação, alegando que isso comprometeu os esforços diplomáticos.

A AIEA reiterou que o Irã é o único Estado que já acumulou urânio enriquecido até 60% e não permitiu acesso a esse estoque, relação citada para sustentar preocupações sobre o conteúdo do programa. As informações são consistentes com recentes declarações da agência.

Britânicos e franceses defenderam a reimposição de sanções, citando a falta de transparência do Irã quanto ao programa nuclear e a necessidade de manter a vigilância internacional. Países europeus destacaram que a capacidade de verificação é essencial para a estabilidade regional.

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