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Senadores democratas cobram respostas sobre ataque a escola de meninas no Irã

Senadores democratas dos EUA solicitam investigação rápida sobre ataque a escola de meninas no Irã e danos civis, questionando responsabilidade e uso de IA

A satellite image, annotated by Reuters, shows the Shajareh Tayyebeh girls' school and other structures damaged after being struck, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Minab, Hormozgan Province, Iran March 4, 2026. 2026 Planet Labs PBC/Handout via REUTERS
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  • 46 senadores do Partido Democrata assinaram uma carta ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, solicitando uma investigação rápida sobre ataques a uma escola de meninas no Irã e possíveis ações militares que causem danos a civis.
  • A carta questiona se forças dos EUA teriam conduzido os ataques, além de pedir informações sobre medidas para prevenir danos civis e o papel de ferramentas de inteligência artificial nas operações.
  • O Departamento de Defesa não respondeu de imediato a pedidos de comentário sobre a carta.
  • O Irã informou à ONU que ataques dos EUA e de Israel teriam deixado mais de 1.300 civis mortos.
  • Não houve assinatura de republicanos na carta, e o tema ocorre em meio a uma disputa no Senado após a rejeição de um esforço bipartido para exigir autorização do Congresso para hostilidades contra o Irã.

O movimento dos senadores democratas dos EUA enviou uma carta ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, solicitando uma investigação rápida sobre o ataque aéreo a uma escola de meninas no Irã, que deixou dezenas de mortos entre crianças. O documento também pede apuração de outras ações militares que possam ter causado danos a civis.

A carta, assinada por 46 integrantes do caucus democrata, afirma que os resultados do ataque são horríveis, com a maioria das vítimas entre 7 e 12 anos. O texto ressalta que nem os EUA nem o governo israelense assumiram a responsabilidade pelo ocorrido.

Todos os democratas, exceto o senador John Fetterman, de Pensilvânia, assinaram o pedido. O parlamentar é conhecido por opiniões contundentes e não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A missiva questiona se as forças dos EUA conduziram o ataque, quais medidas foram tomadas para evitar danos a civis e que papel ferramentas de inteligência artificial terão nas operações. A defesa não respondeu aos relatos.

A Reuters, em 5 de março, informou que investigadores militares dos EUA apontam a provável responsabilidade dos EUA no ataque à escola, ocorrido em 28 de fevereiro, quando ataques também atingiram o Irã em coordenação com Israel.

O porta-voz do Departamento de Defesa não retornou a um pedido de comentário sobre a carta. A escalada de tensões segue com a citação de mais de 1.300 civis mortos em ataques aéreos no Irã, segundo o representante iraniano na ONU.

Contexto político e desdobramentos

Até o momento, nenhum republicano assinou a carta. O Senado, com maioria republicana, tem apoiado amplamente a estratégia de contenção ao Irã, com poucos sinalizando dúvidas sobre o conflito. A demanda por transparência surge em meio a debates sobre autoridade de guerra.

A carta ocorre uma semana após os republicanos terem barrado uma resolução bipartidária que buscava conter a guerra aérea e exigir autorização do Congresso para hostilidades contra o Irã. O tema segue em pauta no Legislativo.

Espera-se que a Casa Branca peça maior financiamento para o conflito. A expectativa de alguns assessores é de até 50 bilhões de dólares, embora haja divergências sobre o montante e a duração do apoio.

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