Em Alta NotíciasFutebolBrasilPolíticaeconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ofensiva contra o Irã é crime de agressão? chaves jurídicas, diz especialista

Análise jurídica afirma que ataque de EUA e Israel contra Irã é ilegal; apenas defesa própria ou resolução da ONU poderiam justificar, o que não ocorre

Trump supervisa junto a su equipo de seguridad nacional el ataque contra Irán lanzado por EE UU e Israel, desde su residencia privada de Mar-a-Lago, el pasado sábado.
0:00
Carregando...
0:00
  • O ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, já deixou milhares de mortos e intensificou debates sobre legalidade internacional.
  • Marieke de Hoon, professora da Universidade de Ámsterdam, afirma que a ação é ilegal sob a Carta das Nações Unidas, sem resolução do Conselho de Segurança ou legítima defesa iminente.
  • Ela classifica o episódio como crime de agressão e alerta que outros estados não podem facilitar a agressão ao permitir uso de seus territórios.
  • Na União Europeia, as posições estão divididas: Alemanha e Itália apoiam a ofensiva, Espanha rejeita a ação unilateral, e Países Baixos manifestam compreensão; a ideia de um “novo ordem mundial” é discutida entre europeus e países do Sul Global.
  • Sobre a ONU e o Tribunal Penal Internacional, a especialista destaca que a ONU deveria denunciar as violações; o TPI não tem jurisdição neste caso, já que EUA, Israel e Irã não são membros ou não ratificaram a emenda sobre o crime de agressão.

O ataque realizado no sábado 28 de fevereiro, conduzido pelos Estados Unidos e Israel contra a infraestrutura militar do Irã, provocou milhares de vítimas entre a população e gerou controvérsia sobre sua legalidade. A resposta do regime iraniano também gerou tensões regionais.

A especialista Marieke de Hoon, da Universidade de Ámsterdam, afirma que a ofensiva é ilegal segundo o direito internacional. Ela aponta que não houve resolução do Conselho de Segurança nem justificativa de autodefesa plausível para o uso da força.

Segundo a pesquisadora, existem apenas duas exceções à proibição de uso da força: resolução do Conselho de Segurança ou defesa própria diante de uma ameaça iminente. Em seu parecer, nenhuma dessas condições está atendida.

De Hoon ressalta que a Carta das Nações Unidas exige negociação e pressão sem recorrer à força, citando iniciativas diplomáticas anteriores que buscavam diálogo nuclear entre Washington e Teerã. Ela classifica a ação como crime de agressão.

A comentadora acrescenta que a legitimidade de ações de outros Estados fica comprometida quando bases terrestres são usadas para apoiar campanhas militares, o que supostamente ocorreu na região. O tema envolve a observância do direito internacional por potências globais.

A especialista também discute a reação da União Europeia, destacando divergências entre países. Enquanto alguns apoiam medidas restritivas, outros criticam ações unilaterais que violariam o direito internacional, segundo sua leitura dos fatos.

Ela questiona a resposta institucional internacional, sugerindo que a ONU deveria condenar tanto o ataque quanto violações de direitos humanos. Em seu diagnóstico, a cooperação entre Estados é essencial para evitar um mundo de conflitos.

Sobre o Tribunal Penal Internacional, De Hoon aponta que não tem jurisdição no caso, pois o crime de agressão exige participação de Estados membros com a devida emenda. Ela observa que alguns conflitos recentes levaram a propostas de tribunais especiais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais