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Meloni critica guerra dos EUA contra o Irã como tendência perigosa

Meloni critica a operação dos EUA contra o Irã, destacando tendência de intervenções fora da lei internacional e risco à segurança global

Italian Prime Minister Giorgia Meloni looks on as she waits for the arrival of President of Cyprus Nikos Christodoulides, at Chigi Palace, in Rome, Italy, February 26, 2026. REUTERS/Remo Casilli/File Photo
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  • A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou pela primeira vez de forma contundente a guerra dos EUA com o Irã, dizendo que é parte de uma tendência perigosa de intervenções fora do direito internacional.
  • Ela disse ao parlamento que tais ações refletem instabilidade global crescente e envolvem o Irã, com consequências para a segurança mundial.
  • Meloni também afirmou que o Irã não pode ter armas nucleares, sob pena de comprometer o regime de não proliferação e expor a Itália e a Europa a riscos nucleares.
  • O conflito, com ataques entre EUA e Israel contra o Irã, já dura 12 dias e tem impactado o fornecimento global de petróleo e gás.
  • Roma está fornecendo ativos de defesa aérea a países do Golfo atingidos por ataques de Teerã, justificando pela presença de milhares de cidadãos italianos na região e cerca de 2.000 soldados italianos no Golfo.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni criticou nesta quarta-feira a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, dizendo que os ataques fazem parte de uma tendência perigosa de intervenções fora do direito internacional. As declarações foram feitas durante sessão no parlamento em Roma, na Itália.

Meloni afirmou que o conflito no Oriente Médio representa uma crise estrutural do sistema internacional, com ameaças cada vez mais intensas e intervenções unilaterais. Ela associou o episódio às disputas globais, comparando-o a impactos semelhantes vistos na região.

A chefe de governo ressaltou que o Irã não pode desenvolver armas nucleares, sob o risco de colocar em risco o regime de não proliferação e expor Itália e Europa a uma possível ameaça nuclear vinda de Teerã. O pedido foi feito no tom de alerta.

Na mesma fala, Meloni observou que a Itália tem apoiado aliados na região com recursos de defesa, enviando ativos de proteção de fronteira e defesa aérea a países do Golfo atingidos por ataques iranianos. Ela citou a presença de milhares de cidadãos italianos no Oriente Médio.

Segundo a premiê, cerca de 2 mil soldados italianos estão estacionados no Golfo, reforçando o compromisso de Roma com a estabilidade regional. A declaração foi feita em meio a relatos de ataques aéreos que intensificavam o conflito entre EUA, Israel e o Irã.

Contexto internacional

O conflito atual já atingiu a 12ª jornada, com interrupção no fornecimento global de petróleo e gás. Observadores lembram que a escalada pode ter desdobramentos para mercados energéticos e alianças estratégicas na região. A situação segue acompanhada de reações diplomáticas internacionais.

Repercussões na política italiana

O governo de coalizão enfrenta críticas de oposição, que acusa Meloni de afastar-se de posições firmes. Enquanto alguns países europeus adotaram tom mais contido, a Itália destaca a proteção de cidadãos e interesses estratégicos no Golfo.

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