- O chefe de polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, avisou em TV estatal que quem for às ruas “a pedido do inimigo” será confrontado como inimigo, com forças de segurança nas ruas dia e noite.
- Autoridades iranianas relatam repressão contínua aos protestos desde o fim de dezembro, com o uso de força e centenas de mortos segundo a ONG Human Rights Activists News Agency.
- A campanha militar envolve ações dos EUA e de Israel, incluindo ataques a alvos no Irã e afirmações de que navios minadores foram destruídos perto do estreito de Hormuz; Washington fala em ampliar opções para manter o estreito aberto.
- O embaixador do Irã na ONU acusa os EUA e Israel de ataques a civis, alegando milhares de alvos civis atingidos e mais de mil mortes; o embaixador cita danos a áreas residenciais e infraestrutura vital.
- Israel planeja ampliar o orçamento de defesa em quase 40 bilhões de shekels para sustentar a guerra, segundo fontes citadas pela imprensa.
Ahmad-Reza Radan, chefe da polícia do Irã, alertou pela TV estatal que quem sair às ruas a pedido do inimigo será tratado como inimigo, não como manifestante. A mensagem reforçou que forças de segurança ficam nas ruas dia e noite.
Radan explicou que os agentes permanecem em atividade para defender a revolução, apoiar o povo e a pátria. O tom oficial ocorre em meio a uma onda de protestos desde dezembro, fortemente reprimidos pelas autoridades.
Relatos independentes apontam que milhares de pessoas já perderam a vida, segundo a Human Rights Activists News Agency, que estima ao menos 7 mil mortos, incluindo crianças e civis não envolvidos diretamente.
Desdobramentos militares e diplomáticos
Levantamentos na região indicam ações de cidades vizinhas. Autoridades de saúde do Líbano afirmaram que ataques aéreos israelenses na cidade de Qana deixaram cinco mortos e cinco feridos.
O exército de Israel afirmou ter iniciado uma nova ofensiva contra alvos em Teerã, após alegações anteriores de ataques a centros de comando iranianos em Teerã e Tabriz.
O embaixador do Irã na ONU acusou os EUA e Israel de ataques deliberados contra civis, segundo ele quase 10 mil alvos civis foram atingidos, com mais de 1,3 mil mortos. Infraestruturas residenciais também teriam sido atingidas.
Ações e declarações de EUA e aliados
O porta-voz da Casa Branca afirmou que a marinha norte-americana não acompanhou o transporte de petróleo pelo estreito de Hormuz, após alegação anterior de um post eliminado. A interlocutora acrescentou que há opções adicionais para manter a passagem aberta.
A assessora de imprensa destacou que a guerra contra o Irã não tem prazo definido e envolve desmontagem da infraestrutura de mísseis do país, com avanços considerados pelos EUA na busca de cumprir objetivos militares.
Relatórios indicam que a administração de Washington avalia possíveis operações adicionais para assegurar estoques de urânio altamente enriquecido, que poderiam sustentar armas nucleares. Não houve confirmação de presença de forças especiais no Irã.
Panorama internacional e próximos passos
Documentos indicam que a Rússia negou compartilhar inteligência com o Irã sobre ativos militares norte-americanos, apesar de relatos anteriores sobre cooperação nesse sentido. O Kremlin afirmou ter mantido posição de legalidade nas informações.
O ministro de Relações Exteriores do Irã rebateu ataques norte-americanos, afirmando que qualquer ação de pré-empotração seria falsa e injustificável. A versão iraniana descreveu as acusações como manobras para justificar ações regionais.
Até o momento, o Pentágono informou cerca de 140 membros das forças americanas feridos desde o início do conflito, incluindo oito feridos de gravidade. A contagem acompanha uma escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Entre na conversa da comunidade