- A ONU informou que há mais de 275 mil deslocados internos no Médio Oriente, principalmente em Líbano, Afeganistão, Paquistão e Irã, segundo o Acnur.
- Desde sábado, pelo menos 100 mil pessoas fugiram do Irã e 115 mil do Afeganistão; no Líbano, estima-se 58 mil deslocados (ou 65 mil segundo o Programa Alimentar Mundial).
- No Paquistão, pelo menos 2,6 mil pessoas abandonaram as casas.
- No Irã, muitos deslocados deixaram Teerã, com aproximadamente mil a dois mil veículos seguindo rumo ao norte, conforme a polícia de trânsito iraniana.
- O Acnur aponta que a região já tinha cerca de 24,6 milhões de pessoas deslocadas e alerta que a escalada da guerra pode sobrecarregar a resposta humanitária.
A ONU informou que o número de deslocados internos ultrapassou 275 mil em países do Oriente Médio, entre eles Líbano, Afeganistão, Irã e Paquistão, em meio aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã. A crise envolve comunidades que já viviam em situação vulnerável.
Segundo a Acnur, desde sábado (28/2) pelo menos 100 mil pessoas deixaram o Irã e 115 mil o Afeganistão. No Líbano, hotportes apontam cerca de 58 mil deslocados, com a estimativa oficial do WFP variando entre 58 mil e 65 mil. No Paquistão, o número é de aproximadamente 2,6 mil.
A maioria dos deslocados no Irã deixou Teerã, com tráfego de mil a dois mil veículos em direção ao norte, conforme a polícia de trânsito local. A Acnur ressalta que as áreas afetadas já abrigavam cerca de 24,6 milhões de pessoas em situação de deslocamento ou necessidade humanitária.
Na terça-feira, a Acnur alertou que a escalada da guerra ameaça sobrecarregar a capacidade humanitária na região, já sob pressão por conflitos em curso. As hostilidades entre EUA e Israel contra o Irã se repetem pela segunda vez em oito meses, num contexto de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Contexto do conflito
A ofensiva mais recente teve início no fim de semana, com ataques que atingiram Teerã. Autoridades iranianas, incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, foram alvo de mortes confirmadas, segundo órgãos oficiais. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra objetivos de países árabes com presença de forças americanas.
Sobre o histórico, o governo dos EUA rompeu o acordo de 2015 durante o primeiro mandato de Donald Trump, quando deixou de realizar inspeções internacionais. Teerã e Jerusalém se acusam mutuamente de buscar armas nucleares, embora o Irã defenda fins pacíficos e tenha se colocado à disposição para inspeções.
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