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Câmara dos EUA rejeita resolução sobre poderes de guerra e apoia Trump no Irã

Câmara dos EUA rejeita resolução para limitar guerra contra o Irã, apoiando a campanha militar de Trump; impasse político persiste no Congresso

A U.S. Marines F-35C Lightning II is staged for flight operations on the flight deck of the U.S. Navy Nimitz-class aircraft carrier USS Abraham Lincoln in support of the Operation Epic Fury attack on Iran from an undisclosed location March 3, 2026. U.S. Navy/Handout via REUTERS
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  • A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou a medida de War Powers, que buscava impedir a guerra aérea contra o Irã e exigir autorização do Congresso para hostilidades.
  • A votação ficou em 219 a 212, com maioria dos votos alinhada quase integralmente às linhas partidárias; dois republicanos votaram a favor e quatro democratas votaram contra.
  • Os oponentes disseram que a votação demonstra oposição a Trump e aumenta o risco para os americanos; os apoiadores afirmaram que a resolução devolve ao Congresso o papel constitucional de autorizar guerra.
  • A medida não teria interrompido o conflito mesmo se tivesse sido aprovada, já que precisaria passar pelo Senado e enfrentar eventual veto do presidente.
  • O Senado, sob controle próximo do mesmo partido de Trump, já apoiou a campanha militar contra o Irã; a ação ocorre em meio a uma escalada que, segundo a matéria, deixou mais de mil mortos e abalos na região.

O plenário da Câmara dos Deputados norte-americana rejeitou nesta quinta-feira uma tentativa de impedir a operação aérea dos EUA contra o Irã e exigir autorização Congressual para qualquer hostilidade contra o país. A votação foi de 219 a 212, em maioria largely pelas linhas partidárias.

A medida buscava retomar a prerrogativa do Congresso para declarar guerra ou autorizar ações militares, conforme a Constituição dos EUA. Dois republicanos votaram a favor, enquanto quatro democratas votaram contra.

Os opositores argumentaram que a proposição refletia oposição ao presidente Donald Trump e colocaria os norte-americanos em risco. Um deputado republicano afirmou que o esforço não surpreenderia, dada a posição do governo.

Os apoiadores argumentaram que a votação obrigaria o presidente a explicar aos cidadãos os motivos, o objetivo e o prazo de uma intervenção militar. Um congressista democrata destacou a ausência de objetivos claros do governo.

Antes da votação, a Câmara aprovou, por ampla maioria, uma moção de apoio a que o Irã continua sendo o maior patrocinador estatal do terrorismo. Segundo parlamentares, a resolução não impediria o início do conflito caso fosse adotada.

O Senado, também com maioria crítica ao governo, já havia apoiado a campanha militar contra o Irã, bloqueando uma medida similar apresentada pela Câmara. A sessão no Senado ocorreu na véspera da votação na Câmara.

O conflito atual começou no fim de semana, com ataques aéreos entre os EUA, o Irã e aliados regionais. O acordo de 1973 sobre poderes de guerra estabelece que ações militares exigem autorização ou resposta clear de ataque, sob pena de término em 60 dias sem autorização.

A administração de Trump sustenta que o Irã representava uma ameaça iminente, justificando ações sem autorização prévia do Congresso. A decisão de hoje não altera imediatamente o curso das hostilidades, que seguem em andamento.

Patricia Zengerle, da Reuters, reportou a notícia, com revisão de Alistair Bell. As informações seguem os padrões editoriais da agência, sem divulgação de contatos externos ou links.

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