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Hezbollah volta à guerra no Líbano; tensões aumentam no Oriente Médio

Hezbollah volta a atacar Israel com mísseis e drones; Israel revida com ataques no Líbano, após cessar-fogo de novembro de 2024 e retaliação à morte de Khamenei

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  • Hezbollah, no Líbano, lançou mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira; Israel respondeu com ataques em várias partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute.
  • Foi o primeiro ataque do Hezbollah desde o cessar-fogo firmado em novembro de 2024, mantido de forma instável por violações de Israel.
  • O grupo informou que agiu em autodefesa após 15 meses de violações do cessar-fogo e afirmou que o inimigo israelense não pode continuar atacando sem resposta.
  • A retaliação também seria pelo assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, segundo o Hezbollah.
  • O presidente do Líbano, José/josef Aoun, condenou os ataques do Hezbollah, enquanto as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter visado alvos militares no Líbano e anunciaram evacuações de civis no sul do país.

O Hezbollah do Líbano voltou a atacar Israel com mísseis e drones nesta segunda-feira (2). Em resposta, Israel intensificou ataques em várias regiões do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute. A escalada ocorre após meses de tensão e violações ao cessar-fogo de 2024.

O grupo xiita qualificou o ataque contra a defesa antimísseis de Israel em Haifa como legítima autodefesa, alegando retaliação a 15 meses de violações do cessar-fogo pelo governo israelense. O Hezbollah afirmou que o confronto busca pôr fim à agressão israelense.

Segundo o Hezbollah, a ofensiva também serve de resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante ataques que envolveram EUA e Israel contra o Irã. O grupo reforçou o pedido para que autoridades e aliados encerrem a ofensiva contra o Líbano.

Contexto e desdobramentos

O conflito entre Hezbollah e Israel ganhou força após a guerra de Gaza, quando o Hezbollah iniciou ataques no norte de Israel em solidariedade aos palestinos. Passos de resposta israelense envolveram ações militares no território libanês.

O governo do Líbano comentou a situação, com o presidente Michel Aoun condenando a escalada. Aoun destacou que ataques do Hezbollah dificultam os esforços para manter o Líbano afastado de conflitos externos.

Posicionamento de Israel e consequências

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que as ações do Hezbollah atingiram áreas civis e que haverá resposta firme. Em comunicado, a FDI disse que abriu uma primeira onda de ataques em Beirute e no sul do Líbano, mirando alvos militares e infraestrutura associada a atividades terroristas, e que vem evacuando civis.

A situação mostra um marco de retomada de hostilidades entre as partes, com impactos potenciais para civis em áreas próximas às zonas de combate e para a estabilidade regional no Oriente Médio. As informações oficiais de ambos os lados continuam em divulgação de fontes governamentais.

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