- Companhias aéreas de origem nos Emirados Árabes Unidos, como Etihad Airways, Emirates e FlyDubai, operaram voos limitados de evacuação enquanto o caos de viagens persiste na região.
- Desde sábado, ao menos 11 mil voos entraram, saíram ou passaram pelo Oriente Médio, afetando mais de um milhão de passageiros, segundo a Cirium.
- O Departamento de Estado dos EUA pediu que cidadãos deixem de modo imediato a região por transporte comercial, citando riscos de segurança; os EUA não organizam evacuações próprias.
- Países como Reino Unido, Alemanha, Índia e Indonésia anunciaram medidas de proteção e evacuação de seus cidadãos, com voos limitados e operações ainda restritas.
- Áreas aéreas permanecem fechadas ou com restrições no Irã, Iraque e Israel, com extensões possíveis para outros países da região, elevando a incerteza sobre o retorno à normalidade.
Os voos de evacuação começaram a partir do Oriente Médio nesta segunda-feira, com companhias como Etihad Airways, Emirates e FlyDubai operando uma operação limitada para traslado de passageiros. A ação acontece em meio a uma escalada de conflitos na região causada por ataques entre EUA, Israel e Irã.
As aeronaves tiveram de enfrentar o caos de viagens que já levou ao cancelamento de mais de 11 mil voos nas áreas aérea do Oriente Médio desde sábado, afetando mais de um milhão de passageiros, segundo a Cirium. A situação continua tensa, com o Presidente dos EUA estimando que o conflito pode durar várias semanas.
O Departamento de Estado norte-americano recomendou aos cidadãos norte-americanos que deixem a região por vias comerciais disponíveis, citando riscos à segurança. A orientação abrange mais de uma dúzia de países do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, e não envolve evacuações coordenadas pelas autoridades americanas.
A rota de evacuação de Abu Dhabi resultou no Emirates EY67, que levou cidadãos britânicos até Heathrow, conforme dados de rastreamento de voos. O governo britânico informou que cerca de 102 mil cidadãos britânicos estavam registrados na região, com até 300 mil naquelas áreas de interesse para o Irã.
Em Dubai, o governo pediu que passageiros somente se dirijam aos aeroportos se forem contactados diretamente, destacando a continuidade das operações limitadas. Entre os voos destacados, Etihad realizou várias partidas de Abu Dhabi para destinos como Islamabad, Paris, Amsterdam, Mumbai, Moscou e Londres, ainda que a programação regular tenha sido suspensa até a tarde de quarta-feira.
A Emirates garantiu prioridade a clientes com reservas anteriores nos voos limitados iniciados na segunda-feira, enquanto a FlyDubai programou quatro partidas de saída e mais cinco chegadas na mesma data, com mudanças possíveis conforme a evolução da situação.
Atrasos e interrupções permanecem comuns, mesmo com alguns voos de evacuação em operação. Autoridades de aviação destacam que, embora as restrições aéreas estejam temporariamente em vigor, o retorno pleno de voos comerciais depende de estabilidade na zona de risco e de garantias de segurança para as aeronaves.
Com o fechamento de espaço aéreo em Irã, Iraque e Israel, e medidas restritivas temporárias em Jordânia, Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Síria, a retomada de operações regulares depende de decisões governamentais e da disposição das companhias aéreas em assumir riscos. Especialistas apontam que o retorno depende de redução de riscos de ataques contra aeronaves.
Países parceiros anunciaram ações para apoiar evacuações: a Alemanha planeja envio de aeronaves para Oman e Arábia Saudita para retirar viajantes vulneráveis, enquanto nações como a Polônia e a França mobilizam recursos para apoiar seus cidadãos. Outros países trabalham com operadores e autoridades locais para facilitar rotas alternativas.
Casos individuais de deslocamento também ganharam destaque. Um estudante de direito de 29 anos, que estudava em Washington, conseguiu embarcar em uma das partidas de Abu Dhabi para chegar a Delhi, relatando emoções de agradecimento após o desembarque.
As informações são baseadas em dados de agências de notícias internacionais, acompanhando a evolução da crise e as medidas adotadas por governos e companhias aéreas para reduzir impactos aos cidadãos no exterior.
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