- A União Europeia pediu máximo de contenção e respeito ao direito internacional no conflito envolvendo o Irã, após reunião de ministros das Relações Exteriores em caráter emergencial.
- A declaração, divulgada pela chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, defende proteção de civis e cumprimento da Carta das Nações Unidas e do direito humanitário.
- O texto surge após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã com ataques a Israel, forças americanas e países do Golfo.
- Há preocupação com impactos econômicos, como interrupções no fornecimento de petróleo e cadeias de suprimentos, e a necessidade de evitar a escalada que afete o estreito de Hormuz.
- Diplomatas destacam que a UE tem pouca influência prática no momento, com visões internas diversas e pouca margem de manobra de curto prazo.
A União Europeia pediu máxima contenção e estrita observância do direito internacional no conflito envolvendo Irã, após os recentes ataques entre EUA e Israel e as respostas de Teerã. O comunicado foi divulgado pela chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, em nome dos 27 membros.
O bloco afirmou a necessidade de proteção de civis, respeito aos princípios da Carta das Nações Unidas e ao direito humanitário internacional, destacando que o conflito não pode levar a uma escalada com consequências imprevisíveis. O texto também apontou que não pode haver interrupção de entregas de petróleo ou de cadeias logísticas.
Quando e onde
As declarações foram feitas em meio a uma videoconferência de ministros de Relações Exteriores da UE, realizada em Bruxelas no domingo, 1º de março, após os ataques de Washington e Tel Aviv contra o Irã e as retaliações de Teerã a alvos na região.
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A declaração da UE também condenou ataques do Irã contra a soberania de vários países da região, afirmando que tais ações não podem se repetir. O bloco ressaltou a necessidade de evitar a interrupção de vias críticas, como o Estreito de Hormuz.
Reações internas e perspectivas
Entre as autoridades nacionais, houve divergentess sobre o curso de ação. O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que não é hora de orientar parceiros, enquanto o premiê espanhol Pedro Sánchez afirmou que as ações dos EUA e de Israel agravam a incerteza e a hostilidade no cenário internacional.
Diplomatas europeus disseram que a Europa tem influência limitada sobre o conflito em desenvolvimento, apesar de sua possível repercussão significativa para o continente. A avaliação interna aponta opções restritas de curto prazo.
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