- O Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei em ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel na manhã de sábado, com o país decretando 40 dias de luto público e 7 dias de feriado após o ocorrido.
- A confirmação ocorreu após autoridades iranianas terem negado inicialmente relatos israelenses de que o líder supremo estaria morto.
- O ataque israelense foi descrito como o maior sobrevoo militar da história das Forças de Defesa de Israel, com 200 aviões atingindo mais de 500 alvos no Irã; os EUA disseram ter atingido instalações da Guarda Revolucionária, capacidades de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e bases aéreas, sem relatos de mortes ou feridos americanos.
- O Irã e outras fontes apontaram grandes números de vítimas: mais de 200 mortos e 747 feridos, com ataques a 24 das 31 províncias; informações sobre uma escola primária com vítimas também foram mencionadas por fontes estrangeiras.
- Reações e desdobramentos incluíram declarações de Trump, impactos na economia de energia com possível aumento da produção pela Opep+, além de cancelamentos de voos no Oriente Médio e tensões diplomáticas regionais.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto em ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e por Israel na manhã de sábado, 28, no Irã, segundo a imprensa estatal. A confirmação veio após autoridades iranianas terem negado relatos iniciais de Israel de que o líder já estaria morto.
O governo iraniano informou que Khamenei foi martirizado durante os ataques e decretou 40 dias de luto público e 7 dias de feriado em homenagem ao líder. A declaração foi veiculada pela televisão estatal do país. O anúncio chegou após desmentidos de autoridades iranianas sobre informações anteriores de Israel.
- Os ataques ocorreram por meio de ações coordenadas entre EUA e Israel, com relatos de que o ataque envolveu várias bases e instalações militares iranianas. Em resposta, o Irã teria lançado contra-ataques, atingindo alvos em diferentes regiões do Oriente Médio. O Comando Central dos EUA afirmou que não houve registro de mortes ou feridos entre americanos e detalhou alvos atingidos, incluindo instalações de comando e controle do Corpo de Guardas Revolucionária Islâmica e locais de defesa aérea.
Desdobramentos militares
Esforços de dissuasão passaram a incluir ataques adicionais do Irã contra alvos próximos à região, com relatos de lançamentos de mísseis e ações de defesa. Informações de autoridades iranianas apontaram que o Irã reagiu a partir de bases nacionais, com impactos ainda não totalmente quantificados em termos de danos.
A imprensa internacional destacou que a operação israelense foi descrita como a maior ofensiva aérea já realizada pelas Forças de Defesa de Israel, envolvendo centenas de aviões e um amplo conjunto de alvos no território iraniano. No entanto, dados oficiais sobre mortes entre civis e combatentes ainda variam conforme a fonte.
Reações internacionais
Diversos países acompanharam os desdobramentos com reiteradas chamadas à contenção e ao retorno a canais diplomáticos. Governos europeus destacaram a necessidade de evitar uma escalada maior e defenderam a busca por soluções pacíficas. Países da região acompanharam de perto os desdobramentos, avaliando impactos regionais.
O contexto político na região tem alimentado especulações sobre o futuro do equilíbrio de poder, com autoridades internacionais ressaltando a importância de manter o diálogo e evitar ações precipitadas que possam ampliar o conflito.
Contexto
A escalada entre Irã e Israel se desenrolou ao longo de meses, com tensões alimentadas por disputas sobre o programa nuclear iraniano e por ataques anteriores entre os dois países. Os EUA intensificaram ações militares na região, buscando pressionar o Irã a mudanças estratégicas. A economia iraniana vem enfrentando dificuldades, agravando o cenário de instabilidade regional.
O episódio segue após uma sequência de ataques e retaliações que envolveram múltiplos regimes e aliados na região, com repercussões econômicas e geopolíticas de grande alcance. Autoridades de vários países ressaltaram a necessidade de abrir espaço para negociações e evitar uma guerra prolongada.
Entre na conversa da comunidade