- A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a morte do líder supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei, é um momento definidor da história do país e que há um caminho aberto para um Irã diferente, com mais liberdade para o povo se posicionar.
- Khamenei foi morto no sábado, segundo a imprensa oficial iraniana, em ataques aéreos israelenses e dos Estados Unidos que devastaram o complexo central em Teerã.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou solidariedade à Jordânia após os ataques iranianos e disse que há renovada esperança para o povo iraniano, desde que o futuro seja de quem o Irã escolher.
- Von der Leyen ressaltou que o momento traz risco real de instabilidade regional e possível spiral de violência.
A União Europeia recebeu a notícia da morte do líder supremo do Irã como um marco significativo para a região. A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, afirmou que o falecimento de Ayatollah Ali Khamenei abre um caminho diferente para o Irã, com potencial maior liberdade para que o povo iraniano participe da forma como seu país será moldado. Ela afirmou estar em contato com parceiros na região para avaliar passos práticos de desescalonamento.
Segundo a agência estatal do Irã, Khamenei foi morto no sábado em ataques aéreos realizados por Israel e pelos Estados Unidos que atingiram o complexo central em Teerã. As informações foram divulgadas pela imprensa estatal iraniana, sem detalhar responsabilidades ou impactos imediatos no governo local.
Observando o cenário regional, a própria Kallas ressaltou que o futuro do Irã permanece incerto e que novas dinâmicas podem surgir a partir da mudança de liderança. O comentário visa apontar a possibilidade de redução de tensões, mediante ações coordenadas entre parceiros internacionais para evitar uma escalada.
Reação europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou ter conversado com o rei Abdullah II, da Jordânia, e afirmou que a Europa mantém plena solidariedade ao país diante dos ataques iranianos. Segundo ela, com a saída de Khamenei, há esperança de que o povo iraniano possa definir o próprio destino.
Von der Leyen também advertiu sobre os riscos de instabilidade na região que podem levar a uma espiral de violência. A dirigente ressaltou a necessidade de manter canais abertos para diálogo e medidas que reduzam a tensão entre as partes envolvidas.
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