Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Öcalan pede reformas democráticas para consolidar a paz com a Turquia

Öcalan pede integração democrática na Turquia para consolidar a paz com o PKK, um ano após a ordem de desarmamento

Partidarios de Abdullah Öcalan, este viernes en Diyarbakir, en Turquía.
0:00
Carregando...
0:00
  • Abdullah Öcalan, fundador do PKK, pediu a democratização da Turquia para fortalecer o processo de paz e avançar para uma nova fase construtiva; leitura ocorreu em Ankara no aniversário da ordem de dissolução e desarme do PKK.
  • Em mensagem cuidadosa, ele lembra que turcos e curdos têm uma relação histórica única e defende uma “integração democrática” baseada em Estado democrático, afastando políticas de assimilação, força e violência.
  • Propõe reconhecer a identidade curda e de outras minorias, garantir direitos culturais e linguísticos, liberdade religiosa, fortalecimentos dos governos municipais e separação de poderes.
  • O PKK já aprovou a dissolução em maio e iniciou o desarmamento em julho; segundo Öcalan, a responsabilidade agora é do Estado e do governo, que devem traçar políticas e uma rota concreta que inspire confiança.
  • O debate político inclui Erdogan, o nacionalismo turco e o líder do MHP, com o contexto regional na Síria — onde houve mudanças com a retirada de um protoestado curdo-siriano — que pode influenciar as negociações, gerando críticas entre alguns nacionalistas e na diáspora curda.

Abdullah Öcalan, líder ideológico e fundador do PKK, pediu na leitura de um comunicado em Ancara a democratização da Turquia para fortalecer o processo de paz. A mensagem, lida por uma parlamentar curda, é do aniversário do pedido de desarme do PKK, anunciado há um ano.

Öcalan sustenta que uma relação histórica entre turcos e curdos depende de uma integração democrática, não de identidades ou imposições. Ele afirma que o objetivo é uma solução legal dentro da política democrática e o espaço para a sociedade civil.

O texto, escrito de forma cuidadosa, não traz demandas específicas para evitar atrapalhar o governo. Öcalan agradece ao presidente Recep Tayyip Erdogan, evitando antagonizar o nacionalismo turco.

Antes da leitura, a copresidenta do DEM, Tülay Hatimogullari, ressaltou que o PKK cumpriu a parte dele ao apoiar a dissolução e o início do desarme, em 2025. Agora, segundo ela, cabe ao Estado traçar políticas e uma rota de confiança.

Entre as medidas propostas estão reconhecer a identidade curda e de outras minorias, garantir direitos culturais e linguísticos, liberdade religiosa, reforço de governos locais e a separação de poderes diante da concentração administrativa.

O DEM votou a favor de um relatório parlamentar sobre o processo de paz, embora não traga recomendações sobre a língua kurda, pessoas desaparecidas ou libertação de presos, mantendo portas abertas para o TEDH.

Oposição ao acordo também ganhou espaço: o líder do MHP, aliado de Erdogan, pediu reformas administrativas em câmaras municipais e sugeriu discutir a situação de Öcalan, com perspectivas de melhoria penitenciária ou liberação sob critérios do TEDH.

Pouco depois, o cenário regional ganhou relevância. A ofensiva síria contra grupos curdos e a integração das milícias YPG, ligadas ao PKK, reduziram obstáculos à negociação, segundo analistas, embora aumentem o desconforto entre simpatizantes do nacionalismo curdo.

Internamente, a movimentação gerou críticas entre setores da diáspora, que acusam Öcalan de flexibilizar posições em troca de ganhos limitados. A disputa envolve expectativas de liberdades políticas, linguagem institucional e direitos civis no país.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais