- Os EUA anunciaram, em 25, a flexibilização do veto às exportações de petróleo venezuelano para Cuba, permitindo vendas ao setor privado cubano.
- O petróleo pode ser usado para fins comerciais ou humanitários, mas sanções voltam se for utilizado pelo governo ou militares cubanos.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que Cuba precisa de mudanças drásticas e disse que reformas econômicas seriam a melhor saída para a população.
- Rubio também comentou sobre a Venezuela, defendendo a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro e afirmando avanços, com eleições justas, ainda sem calendário definido.
- A cúpula da Caricom gerou preocupação regional com a crise cubana; o Canadá anunciou ajuda de 8 milhões de dólares canadenses a Cuba.
O governo dos EUA flexibilizou o veto à exportação de petróleo venezuelano para Cuba. O petróleo pode ir ao setor privado cubano, usados para atividades comerciais e humanitárias, mas permanece restrito se chegar ao governo ou às forças armadas. A medida foi anunciada na quarta-feira, 25, durante a participação de autoridades americanas em encontros da Caricom.
O secretário de Estado, Marco Rubio, ressaltou que Cuba precisa mudar drasticamente para manter as exportações. Segundo ele, as reformas devem abrir espaço para a liberdade econômica, sob pena de restabelecer as sanções caso o petróleo chegue ao governo ou às forças estatais.
Rubio, cubano-americano crítico de Havana, participou de uma cúpula na ilha de São Cristóvão e Nevis. Diversos líderes regionais manifestaram preocupação de que a crise em Cuba afete todo o Caribe, potencializando instabilidade econômica e energética na região.
Mudança na política de Cuba e impactos regionais
As discussões também abordaram a Venezuela e a saída de Nicolás Maduro. Rubio defendeu a operação que resultou na captura do presidente venezuelano, em Caracas, e afirmou que o país vive uma fase em que devem ocorrer eleições justas, sem calendário definido.
O Departamento de Tesouro dos EUA confirmou a nova permissão para o setor privado cubano importador de petróleo venezuelano, com uso comercial ou humanitário. As autoridades ressaltaram que a política pode recair se o petróleo for desviado para o governo ou para as forças militares cubanas.
Líderes caribenhos destacaram que uma Cuba instável prejudica toda a região. O primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, enfatizou que o sofrimento humanitário não beneficia ninguém. Terrance Drew, de São Cristóvão e Nevis, também alertou sobre riscos regionais.
Canadá anunciou ajuda de 8 milhões de dólares canadenses para Cuba. A contribuição visa mitigar impactos da crise energética e apoiar a população durante o reassentamento de previsíveis dificuldades.
Contexto regional e alcance da medida
Entre as lideranças reunidas, Rubio reforçou a importância de manter a pressão por reformas em Cuba e, ao mesmo tempo, explorar uma via de alívio parcial para aliviar necessidades humanas. O tema Venezuela também foi discutido em termos de estabilidade regional e de eventual participação de eleições democráticas.
O secretário de Estado informou que o país avalia ações futuras conforme a evolução da crise cubana e regional. Ao lado, autoridades haitianas acompanharam as discussões, com foco em estabilidade política e social do Caribe.
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