- EUA e Irã realizam nova rodada de negociações indiretas em Genebra, mediadas pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.
- Participam dos encontros o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente, ao lado do ministro iraniano Abbas Araqchi.
- O objetivo é encerrar a disputa nuclear e evitar novos ataques dos EUA após grande mobilização militar na região.
- Washington considera possível ataque caso não haja acordo; Teerã defende direito a tecnologia nuclear pacífica e busca alívio de sanções.
- O Aia (agência internacional de energia atômica) e autoridades iranianas devem manter diálogos, com provável presença do diretor Rafael Grossi em Genebra.
Iran e Estados Unidos retomam negociações indiretas sobre o programa nuclear em Geneva, nesta quinta-feira, diante da possibilidade de novos ataques norte-americanos ao Irã após grande mobilização militar na região. O objetivo é afastar a escalada e encerrar décadas de controvérsia.
O encontro conta com a participação de Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, e de Jared Kushner, esposo da filha de Trump, em conversa com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi. A mediação fica a cargo do ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi.
As negociações ocorrem depois de visitas précédentes a Geneva e visam um acordo que trate do programa iraniano e de sanções, com a persistente reticência de Teerã sobre ceder plenamente o direito à tecnologia nuclear pacífica. Washington teme vias que levem a armas.
Contexto e objetivos
A pressão interna dos EUA inclui o debate sobre uma solução diplomática versus ações militares, com enfatização de que o Irã não deve possuir armas nucleares. Teerã argumenta que busca um acordo justo, rápido e que reconheça seu direito à energia nuclear civil.
As partes continuam divididas sobre o alcance e o ritmo de qualquer alívio de sanções dos EUA, além de eventual reconhecimento do direito iraniano de enriquecer urânio. O Irã também sinaliza que não abrirá mão de capacidades nucleares pacíficas.
Perspectivas na região
Analistas destacam o risco de escalada regional devido à mobilização militar de várias frentes. Entidades internacionais, incluindo a Agência Internacional de Energia Atômica, acompanham as negociações e pretendem manter diálogo com as partes para evitar degaste diplomático.
Officials indicam que a presença de Rafael Grossi em Genebra facilita discussões técnicas com as duas partes, mantendo o andamento das tratativas sob observação internacional. O desfecho ainda depende de concessões mútuas e da vontade política.
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