- Um general aposentado do partido apoiado pela junta deve ser o presidente da Câmara Baixa do parlamento de Myanmar, segundo fontes do USDP.
- Nesse cargo, ele supervisionaria a eleição do presidente, a aprovação de leis, o orçamento e nomeações-chave do governo.
- A junta que governa desde o golpe de 2021 cederá formalmente o poder quando a nova legislatura se reunir no próximo mês.
- O USDP venceu a maioria nas duas casas, mantendo controle legislativo com o exército detendo 25% das cadeiras e ministérios de defesa, fronteiras e interior.
- Um novo Conselho Consultivo Union, com cinco membros, será criado para supervisionar a administração militar e civil.
Um ex-general da linha de frente a favor da junta deve assumir o cargo de presidente da Câmara Baixa do parlamento de Myanmar. A indicação partiu de fontes do Partido União Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), apoiado pelos militares, segundo relatos à Reuters.
De acordo com as mesmas fontes, Khin Yi, atualmente chairman do USDP, está previsto para ocupar a presidência do Hluttaw, órgão que elegerá o presidente e aprovará leis, orçamentos e nomeações importantes. O USDP não comentou o assunto.
A preparação ocorre em meio à transição formal de poder após as próximas sessões da nova assembleia, esperadas para o mês que vem. O governo militar planeja manter o controle político, mesmo com a retomada de regras democráticas.
Contexto político
A junta que governa desde o golpe de 2021 deverá ceder formalmente o poder, mas mantém influência significativa. A eleição recente, marcada por baixa participação e violência civil, deu ao USDP 81% dos assentos disponíveis nas duas casas, consolidando o domínio militar.
Acordos médicos e de segurança também estão em pauta, já que o país estabeleceu um novo painel de cinco membros, o Conselho Consultivo da União, para supervisionar governos militar e civil. Analistas veem na estrutura uma forma de ampliar o controle de Min Aung Hlaing.
Implicações
Especialistas afirmam que o cargo de presidente do Hluttaw gera influência considerável, potencialmente maior que a de vice-presidente. A posição facilita ações legislativas e movimentações políticas que sustentam o poder das Forças Armadas.
Outras fontes ouvidas pelo serviço disseram que informações sobre as nomeações-chave são mantidas entre a liderança central do USDP. Em encontros internos, Khin Yi teria sinalizado que poderá liderar setores legislativos do parlamento.
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