- O embaixador dos EUA na França, Charles Kushner, ligou nesta terça-feira ao ministro das Relações Exteriores francês e disse não querer interferir no debate público, segundo uma fonte próxima ao ministro.
- Kushner havia sido banido, na segunda-feira à noite, de reunião com membros do governo francês após a retomada de uma convocação do Ministério das Relações Exteriores sobre comentários da embaixada a respeito da morte de um ativista ultradireitista francês.
- Quentin Deranque foi espancado até a morte em uma briga com supostos ativistas de esquerda radical; o episódio gerou tensões políticas no país.
- Washington disse que está monitorando o caso; o governo francês considerou a postura dos EUA como interferência em seus assuntos internos.
- Os dois lados concordaram em se encontrar nos próximos dias para fortalecer a relação bilateral, que completa 250 anos neste ano; não ficou claro se Kushner terá acesso a outros membros do governo imediatamente.
O embaixador dos Estados Unidos na França, Charles Kushner, ligou para o ministro das Relações Exteriores francês na terça-feira, dizendo que não pretendia interferir no debate público. A ligação ocorreu após Kushner ter sido alvo de um desagravo diplomático na véspera, quando foi impedido de encontrar membros do governo francês.
Kushner havia sido proibido pelo ministro Jean-Noël Barrot, na segunda-feira, de se reunir com autoridades do governo. A medida veio depois que o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador por comentários emitidos pela embaixada dos EUA sobre a morte de Quentin Deranque, ativista de direita francês, ocorrida no início deste mês.
Quentin Deranque foi espancado até a morte em um confronto com indivíduos apontados como ativistas de esquerda. A morte gerou reação politica no país e alimentou críticas cruzadas entre governo e oposição, além de repercussões internacionais.
Processo diplomático e posição dos EUA
Fonte próxima ao ministro informou que Kushner reconheceu a importância de não interferir no debate público e reiterou a amizade entre os dois países. Também foi informado que ambos concordaram em realizar um encontro nos próximos dias para fortalecer a relação bilateral, que celebra 250 anos neste ano.
Desdobramentos políticos
Autoridades francesas consideraram a atuação dos EUA como uma intervenção nos assuntos internos do país. Em meio a tensões com alguns aliados europeus, Paris deixou claro que não aceitariam esse tipo de prática.
Perspectivas futuras
A fonte não confirmou se Kushner terá acesso a outros membros do governo no curto prazo. O tema segue sob monitoramento das autoridades americanas, que acompanham o caso e as declarações públicas em torno do episódio.
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