- Brasil e Estados Unidos se abstiveram na votação da Assembleia Geral da ONU sobre apoio a uma paz duradoura na Ucrânia; texto foi aprovado por 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções.
- A resolução não é vinculante, mas tem peso político e pede cessar-fogo imediato, completo e incondicional, além da troca de prisioneiros e retorno de civis deportados ou transferidos.
- Moscou votou contra a resolução; a votação ocorreu em sessão especial de emergência após impasse no Conselho de Segurança.
- Estimativas da ONU apontam custo de reconstrução da Ucrânia em cerca de US$ 588 bilhões nas próximas décadas.
- Senadores criticaram a abstenção do Brasil, afirmando que a posição não refletiria o sentimento da sociedade brasileira e cobrando alinhamento com esforços internacionais para fim da ofensiva russa.
O Brasil e os Estados Unidos se abstiveram na votação da Assembleia Geral da ONU sobre uma resolução de apoio a uma paz duradoura na Ucrânia. A votação ocorreu em 24 de fevereiro, durante sessão especial de emergência. A resolução foi aprovada com 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções.
Intitulada “Apoio a uma paz duradoura na Ucrânia”, a propuesta foi apresentada pela Ucrânia e contou com o apoio de mais de 45 países. O texto requer cessar-fogo imediato, completo e incondicional na guerra iniciada em 2022, pela invasão russa.
A resolução reitera o compromisso da ONU com soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia. Pede também a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de pessoas detidas ilegalmente e o retorno de civis deslocados ou deportados, incluindo crianças para a Rússia.
A votação ocorreu após a convocação de uma sessão especial de emergência, já que o Conselho de Segurança, onde a Rússia tem veto, não conseguiu consenso. O Parlamento russo votou contra a resolução no plenário da Assembleia.
Segundo dados apresentados pela ONU, o debate envolveu o impacto humanitário e econômico do conflito. Estimativas indicam custos de reconstrução da Ucrânia em cerca de US$ 588 bilhões ao longo da próxima década.
Senadores criticaram a abstenção brasileira na ONU durante sessão da Frente Parlamentar Brasil-Ucrânia, realizada no Senado. Parlamentares afirmaram que a posição não condiz com o interesse nacional.
Damares Alves afirmou que a abstenção é uma falha da diplomacia brasileira e reiterou apoio à Ucrânia, lembrando ações humanitárias envolvendo crianças ucranianas. Ela também criticou o papel da Rússia na crise.
Hamilton Mourão disse que a posição de abstenção não representa o Brasil e que o país deveria escolher um lado a favor da paz, da verdade e da justiça, segundo suas palavras durante a sessão.
Flávio Arns apoiou o posicionamento de Mourão, dizendo que a abstenção não reflete a vontade do povo brasileiro nem do Congresso. Sérgio Moro reforçou o repúdio à invasão russa e pediu posição clara do Brasil pela paz.
Vitório Sorotiuk, representante de uma instituição ucraniana no Brasil, afirmou que o presidente Lula prometeu visita a Kyiv ou Moscou e cobrou ações diplomáticas rápidas. Ele pediu a abertura de canais oficiais com o Executivo para tratar da crise.
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