- Rob Jetten tornou-se o primeiro-ministro mais jovem da história dos Países Baixos, com o governo minoritário formalmente instalado pelo rei Willem-Alexander.
- A coalizão de D66, cristão-democratas e VVD não tem maioria no parlamento e vai precisar do apoio da oposição para aprovar propostas.
- O governo planeja elevar os gastos com defesa para a meta da OTAN de 3,5% do PIB até 2035, financiando por meio de um “imposto da liberdade” sobre o imposto de renda.
- Entre as medidas, estão limitar benefícios de desemprego, aumentar a contribuição própria para a saúde e acelerar a subida da idade de aposentadoria; tendência de endurecimento em relação à migração de asilo.
- O ministério da defesa fica com Dilan Yesilgoz, o cargo de Relações Exteriores com Tom Berendsen e Finanças permanece com Eelco Heinen; a Câmara tem sessenta e seis assentos ocupados, em cento e cinquenta.
Rob Jetten assumiu nesta segunda-feira o cargo de primeiro-ministro da Holanda, tornando-se o mais jovem da história do país. A posse ocorreu após a formalização do governo de minoria pelo rei Willem-Alexander. A coalizão é formada pela D66, os democratas cristãos conservadores e o VVD, e substitui o governo anterior dominado por Geert Wilders.
Jetten, de 38 anos, comandará um arco político que venceu as eleições de outubro passado com uma campanha pró-EU e centrada no fim da polarização. O novo governo sinaliza mudanças profundas, mas depende de apoio de outros partidos para aprovar propostas no Parlamento.
Desafios da coalizão
A coalizão não tem maioria no Parlamento e precisará de apoio da oposição para avançar em medidas-chave. O objetivo inicial é elevar os gastos com defesa ao patamar da OTAN de 3,5% do PIB até 2035, financiando o aumento via um imposto de liberdade sobre a renda. O plano também prevê contenção de benefícios de desemprego e maior contribuição dos cidadãos para a saúde, além de acelerar a elevação da idade de aposentadoria.
Críticos de esquerda e direita reagiram às propostas. Líder da oposição de esquerda, Jesse Klaver, classificou o plano de injusto, apontando que quem ganha menos seria mais impactado. O líder do Wilders afirmou que votará contra qualquer medida do governo.
Estrutura do governo e prioridades
Além de Jetten, a nova equipe contempla Dilan Yesilgöz, do VVD, como ministra da Defesa, substituindo Markus Rutte. Tom Berendsen assume a pasta das Relações Exteriores, enquanto Eelco Heinen permanece no Ministério da Fazenda. O governo pretende manter uma linha firme de controle migratório de asilo, tema que já gerou divisões políticas.
A gestão busca uma margem de manobra menor, mas aponta para ajustes ao longo dos próximos meses. Jetten destacou que há espaço para aperfeiçoar as medidas antes de fechar o orçamento anual, enfatizando a necessidade de cooperação parlamentar para avançar a agenda.
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