- O Departamento de Estado dos Estados Unidos retirou o pessoal não essencial da Embaixada dos EUA em Beirute, incluindo familiares, por avaliação de segurança.
- A legação deve permanecer operando com o pessoal básico, e a saída foi comunicada como uma medida de prudência para proteger funcionários.
- Ameaças no entorno aumentam: aviões militares americanos foram vistos no principal aeroporto de Israel, enquanto o primeiro-ministro Benjamín Netanyahu avisou a Teerã de que responderá com força caso haja ataque a Israel em retaliação a ações dos EUA.
- Washington avalia atacar o Irã caso não haja acordo sobre o programa nuclear nas próximas semanas, após negociações que seguem dividido entre avanços e recuos de Teerã.
- No Líbano, grupos aliados do Irã, como Hezbolá, não descartam se envolver no conflito caso haja intervenção dos EUA, elevando as tensões regionais.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou a retirada de parte do pessoal não essencial da Embaixada dos EUA em Beirute, Líbano, nesta segunda-feira, por avaliação de segurança. A medida inclui familiares de trabalhadores não essenciais e visa reduzir riscos em meio a tensões com o Irã.
A decisão ocorre em um momento de ameaça militante entre EUA e Irã, com o aumento do despliegue americano na região. A Embaixada continuará operando com o pessoal essencial, mantido para atendimento básico. Beirute fica no epicentro dessas avaliações.
Em Israel, aeronaves de reabastecimento e de transporte dos EUA foram avistadas no principal aeroporto de Tel Aviv nesta semana, sinalizando reforço militar próximo a uma possível escalada. O governo israelense acompanha de perto os movimentos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, advertiu Teerã de que qualquer retaliação a ataques dos EUA contra o Irã pode provocar uma resposta devastadora. A mensagem foi transmitida em pronunciamento no parlamento israelense.
Paralelamente, Washington sinaliza manter opções militares caso não haja acordo sobre o programa nuclear iraniano em negociações em curso. A terceira rodada de conversas estava programada para esta semana, segundo fontes oficiais.
No Líbano, o grupo Hezbollah, aliado do Irã, não descartou envolvimento caso haja ofensiva de Washington contra Teerã. O país já vivenciou episódios de violência entre forças locais e israelenses, com ataques recentes resultando em mortes.
O Irã, por sua vez, expressou expectativa de diálogo com representantes dos EUA em Ginebra, buscando reduzir a tensão. Autoridades iranianas ressaltaram disposição para novas negociações, apesar das pressões externas.
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