- Os Estados Unidos encontraram uma delegação russa em Genebra na segunda-feira e devem se reunir com uma delegação chinesa na terça-feira para discutir um possível tratado multilateral de controle de armas nucleares (controle de armas nucleares multilateral).
- O objetivo americano é um acordo mais amplo que inclua China, além de Rússia, após o fim do acordo que limitava lançamentos de mísseis e ogivas entre EUA e Rússia, conhecido como New START (Novo START).
- O embaixador da China para desarmamento, Shen Jian, disse que o país não participaria de novas negociações de controle de armas nucleares com Moscou e Washington neste estágio.
- Não ficou claro se as negociações de terça-feira envolverão negociações formais; as missões chinesa e russa em Genebra não responderam imediatamente a pedidos de comentário.
- Em fevereiro, os EUA disseram que a China realizou um teste nuclear secreto em junho de 2020, o que Shen negou categoricamente; o diplomata americano afirmou que já houve conversas bilaterais produtivas com o Reino Unido e a França, membros do Conselho de Segurança, e que levar as discussões aos cinco membros permanentes é o próximo passo.
O Departamento de Estado dos EUA informou que os Estados Unidos reuniram-se com uma delegação russa em Genebra na segunda-feira e, na terça, devem manter conversa com uma delegação chinesa para discutir a possibilidade de um tratado multilateral de controle de armamentos nucleares. O objetivo é ampliar o alcance do controle para incluir também a China, após o fim do acordo que limitava implantações conjuntas entre EUA e Rússia, conhecido como New START.
Segundo o funcionário sênior do governo americano, as conversas já ocorreram com aliados como Reino Unido e França e, agora, o passo seguinte seria levar as discussões aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O tom foi de cautela, sem indicar negociações formais de imediato.
A China, por meio de seu embaixador para desarmamento, Shen Jian, disse que o país não participará de novas negociações com Moscou e Washington neste estágio. Ainda não ficou claro se as reuniões de terça envolverão negociações formais.
As missões permanentes da China e da Rússia em Genebra não responderam de imediato à Reuters. Em fevereiro, Pequim negou veementemente ter realizado um teste nuclear secreto em 2020, assunto que já tinha sido indicado pelo governo norte-americano.
A autoridade americana disse que as conversas com China e Rússia buscam um caminho para um acordo mais abrangente. A expectativa é que, se avançarem, haja um alinhamento com as demais potências nucleares, ampliando o escopo de verificação e cumprimento.
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