- A defesa de Carla Zambelli afirma que a demora da Corte italiana para decidir sobre a extradição, solicitada pelo STF, pode indicar uma vitória da ex-deputada.
- Os advogados acreditam que os magistrados precisam de mais tempo para proferir uma sentença que seja politicamente aceitável na Itália, mesmo com previsão de impacto intenso na imprensa se for favorável.
- Uma eventual decisão negativa poderia se basear nas condições do sistema prisional brasileiro, sem necessidade de abordar a suspeição do ministro Alexandre de Moraes.
- Segundo a defesa, uma negativa sustentada na parcialidade de Moraes poderia gerar um “efeito dominó” em casos em tramitação ou já encerrados no Brasil e em órgãos internacionais, com possível impacto político.
- A defesa também aponta três entraves para uma possível entrega: reciprocidade envolvendo o caso Robinho, questionamentos sobre Moraes ser juiz e vítima, e a jurisprudência italiana de não extraditar em casos semelhantes nos últimos quinze anos.
A defesa de Carla Zambelli acredita que a demora da Corte italiana em decidir sobre o pedido de extradição feito pelo STF indica uma possível vitória da ex-deputada. A avaliação foi publicada pela Gazeta do Povo, com base em cenário analisado pelos representantes legais.
Segundo os advogados, os magistrados na Itália precisam de mais tempo para proferir uma sentença de soltura que seja convincente à opinião pública. Mesmo assim, prevêem forte impacto da imprensa caso haja decisão favorável.
Para evitar polêmica, a defesa sugere uma negativa com base nas condições do sistema prisional brasileiro, argumentando que não haveria necessidade de aprofundar a suspeição de Moraes ou a alegação de que ele atua como juiz e vítima.
Pontos-chave citados pela defesa
A defesa sustenta que uma negativa geraria um efeito dominó nos processos em trâmite ou já encerrados, tanto no Brasil como em órgãos internacionais. A tese seria que Moraes não poderia ser considerado juiz e vítima ao mesmo tempo.
Entre os impactos políticos, citam que, em caso de um eventual governo de direita, a sentença europeia poderia deslegitimar ações do STF e do aparato estatal brasileiro. O objetivo seria evitar desdobramentos favoráveis à extradição.
A defesa aponta ainda três limitações para uma decisão de entrega: a reciprocidade com o caso Robinho, a alegação de Moraes como juiz e vítima, e a jurisprudência italiana de não extradição em casos semelhantes há 15 anos.
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