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França convoca embaixador dos EUA por instrumentalizar morte de ultradireitista

França convoca embaixador dos EUA após comentário sobre morte em Lyon; governo rejeita instrumentalização e aumenta atrito diplomático

Manifestación celebrada este sábado en homenaje a Quentin Deranque en Lyon, donde se produjeron saludos nazis e insultos racistas.
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  • O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, por declarações posteriores à morte de Quentin Deranque, jovem de extrema direita ferido em Lyon.
  • O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que não aceitaremos instrumentalização da tragédia e que não há lições a aprender de uma “internacional reaccionaria”.
  • A embaixada dos Estados Unidos respondeu com um posicionamento na rede social X, destacando que a morte teria sido causada por militantes de extrema esquerda, segundo o Ministério do Interior francês.
  • Vários dos suspeitos pela morte pertenciam à Jeune Garde, grupo de extrema esquerda já dissolvido e ligado ao partido França Insubmisa (LFI) — aliados a Jean‑Luc Mélenchon.
  • Na Europa, a líder italiana Giorgia Meloni chamou a morte de “uma ferida para toda a Europa”; Macron pediu a Meloni que não comente mais o que acontece em outros países, em tom crítico.
  • Em Lyon, a homenagem a Deranque ocorreu com mais de três mil pessoas; houve saudações nazistas e insultos racistas em alguns manifestações.

O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após declarações atribuídas à embaixada americana sobre a morte de Quentin Deranque, jovem ultradireitista morta em Lyon. O Itens indica que a agência diplomática dos EUA comentou o caso, com tom considerado instrumentalizador pela França.

O ministro de Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, afirmou em entrevista que não admite instrumentalização da tragédia para fins políticos e que não há lições a aprender com a chamada internacional. A reação enfatiza a gravidade do caso para a segurança pública na França.

Vários acusados da morte pertenciam à Jeune Garde, grupo de esquerda extremista já desmantelado, ligado à França Insouisa. A embaixada dos EUA também divulgou, em X, que a informação de que Deranque foi morto por militantes de esquerda era corroborada pelo Ministério do Interior.

Contexto internacional

Em meio à ascensão de forças ultradireitas na Europa, a presidência dos EUA tem mostrado apoio a movimentos eurocéticos, sob o rótulo de aliados em países como Hungria e Itália. Em França, Marine Le Pen aparece como favorita em pesquisas para as próximas eleições presidenciais.

A morte de Deranque evidenciou a polarização na França, já que o país vive campanha de eleições municipais. Manuel Bompard, da França Insouisa, afirmou que o partido não tem responsabilidade no episódio. Em Lyon, uma manifestação em homenagem a Deranque ocorreu no fim de semana, com saudações nazistas e insultos raciais em alguns protestos.

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