- Estudantes protestaram pela segunda vez em várias universidades iranianas, com confrontos relatados por agências locais e redes sociais.
- O contexto inclui tensão com a escalada da presença militar dos Estados Unidos e a busca de um acordo nuclear com Washington.
- As manifestações de dezembro, já marcadas por repressão, deixaram milhares de mortos, a pior série de protestos desde a Revolução Islâmica de mil setecentos e setenta e nove.
- A televisão estatal iraniana divulgou vídeos que, segundo o regime, mostram pessoas fingindo ser estudantes para atacar colegas pró-governo em Teerã.
- Em Mashhad houve intervenção de forças de segurança durante os protestos, com feridos; em Teerã, no Sharif University of Technology, alunos condenaram o líder supremo e pediram a atuação de Reza Pahlavi como monarca.
Os estudantes voltaram a protestar neste domingo em várias universidades iranianas, marcando o segundo dia de manifestações. As ações ocorreram em meio ao contexto de tensões com os EUA, que buscam acordo nuclear com o Irã diante de uma percepção de aumento da pressão militar norte-americana.
A emissora estatal divulgou imagens de supostos agentes encapuzados que teriam atacado estudantes pró-governo em Teerã, com relatos de ferimentos causados por pedradas. As informações não são independentes e dependem de fontes oficiais.
Segundo o grupo HRANA, vídeos de Mashhad mostram a intervenção de forças de segurança durante os protestos, resultando em ferimentos entre os manifestantes. O grupo atua como observador dos direitos humanos no país.
No último sábado, vídeos de Teerã mostraram manifestantes do Sharif University of Technology condenando o líder supremo e pedindo mudanças na liderança, incluindo a ideia de Restabelecer a monarquia com Reza Pahlavi. As mobilizações começaram em dezembro, motivadas por dificuldades econômicas e evoluíram para conteúdo político.
As denúncias de repressão marcaram o recorte das últimas semanas, mantendo o Irã sob observação internacional. As informações vieram de fontes estatais, organizações de direitos humanos e redes sociais, sem confirmação independente rápida.
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