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Atenção sobre a guerra na Ucrânia cai após 4 anos; Brasil mobiliza comunidade

Após quatro anos de guerra, Brasil realiza atos de apoio à Ucrânia neste domingo para renovar o engajamento público e político no país

Em 2014, comunidade ucraniana de Curitiba fez protesto na Praça da Ucrânia, contra a intervenção russa no país (Foto: Andre Rodrigues/Arquivo Gazeta do Povo)
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  • Após quatro anos de invasão, o apoio político e as doações internacionais diminuíram, mas a crise humanitária na Ucrânia segue grave, com foco em doações em dinheiro e itens essenciais.
  • A Representação Central Ucraniano-Brasileira organiza atos de apoio neste domingo em São Paulo (Avenida Paulista, 1313), Curitiba (Praça da Ucrânia) e Rio de Janeiro (dia 28, às 16h, em Copacabana Palace).
  • O objetivo é renovar o envolvimento da população brasileira e de políticos diante das tentativas de Moscou de normalizar a invasão e ampliar sua influência no Brasil.
  • O Itamaraty estima que ao menos vinte e três brasileiros morreram desde o início do conflito; a embaixada da Ucrânia não realiza recrutamento de brasileiros para lutar.
  • Em ações de apoio, já foram doados oito geradores portáteis Ecoflow a hospitais e centros de refugiados, custando cerca de R$ oito mil cada, com doações feitas por meio das redes da Metropolia Católica Ucraniana.

Após quatro anos de invasão na Ucrânia, a comunidade ucraniana no Brasil organiza um dia de mobilização para renovar o apoio à população e ao esforço de ajuda humanitária. A ação é promovida pela Representação Central Ucraniano-Brasileira (RCUB) e envolve atividades em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

Os atos serão realizados neste domingo (22), com concentrações em São Paulo, na Avenida Paulista, 1313, em frente à Fiesp; em Curitiba, na Praça da Ucrânia; e no Rio de Janeiro, no Copacabana Palace, em Copacabana. A RCUB também confirma uma missa pela paz em São Paulo, às 10h, na Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Vila Zelina.

A mobilização ocorre em um contexto de queda do apoio internacional e de doações. A crise humanitária permanece grave, acentuada pelos ataques contínuos à infraestrutura ucraniana e pela necessidade de recursos para enfrentar o frio e a falta de serviços básicos.

Entre os objetivos, destaca-se a preferência por doações em dinheiro para reduzir custos de transporte e logística. A campanha prioriza a aquisição de geradores portáteis para aquecer casas, já que quedas de energia têm deixado pessoas em situação vulnerável sem aquecimento em temperaturas negativas.

A iniciativa também reafirma o papel de voluntários brasileiros que atuam na Ucrânia desde 2022. Um grupo indivídual tem viajado repetidamente para apoiar operações humanitárias e, em alguns casos, participar de ações de combate, embora o Itamaraty não incentive recrutamento nem alistamento de brasileiros.

A RCUB ressalta que a guerra já provocou milhares de mortes entre combatentes e civis, e que a perspectiva de paz permanece indisponível. O objetivo da mobilização é manter a atenção pública e atrair recursos para apoiar a população afetada pela crise.

Além das doações, a comunidade destaca a importância de manter o interesse político e institucional no tema, diante de movimentações diplomáticas envolvendo a Rússia e avanços de influência regional.

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