- A ministra britânica dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, vai reunir-se com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington, para tratar de defesa e segurança.
- A reunião acontece em meio a tensões sobre o acordo que transferiu a soberania das Ilhas Chagos para Maurícia, mantendo Diego Garcia sob arrendamento de 99 anos.
- O acordo, que permitiria uso da base por operações norte-americanas, já teve apoio do governo dos EUA, mas o ex-presidente Donald Trump voltou a criticá-lo.
- Trump já afirmou que a operação é “muito ruim” para a Grã-Bretanha e pediu cautela com relação a qualquer uso da base para ações contra o Irã.
- A base de Diego Garcia já foi utilizada em operações no Oriente Médio e para ajuda humanitária a Gaza; o governo britânico não comenta questões operacionais e reafirma apoio ao processo político com o Irã.
Britain e os EUA continuam em pauta diplomática após o acordo sobre a cessão de soberania das Ilhas Chagos, no Oceano Índico. Nesta sexta-feira, a ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, se reunirá com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington. O encontro ocorre em meio a críticas de Donald Trump ao acordo com Maurício, que mantém Diego Garcia sob lease de 99 anos para operações americanas.
O governo britânico fechou, no ano passado, um acordo que transfere a soberania das Ilhas Chagos para Maurício, mantendo Diego Garcia sob controle britânico com o arrendamento prolongado. Washington, por sua vez, já havia apoiado o acordo, mas Donald Trump retomou críticas ao tema nas últimas semanas.
Cooper e Rubio devem discutir questões de defesa e segurança, em um momento em que o tom do governo americano em relação ao Irã se intensifica. Trump já afirmou que o Irã precisa fazer um acordo em breve, sob alerta de consequências caso não haja entendimento.
Diego Garcia tem sido utilizado em operações no Oriente Médio, incluindo ações contra os Houthis no Iêmen, além de atividades humanitárias em Gaza. A discussão sobre o uso da base envolve salvaguardas legais e a necessidade de aprovação britânica prévia para operações.
Nesta quinta, o Times britânico informou que a crítica de Trump à negociação decorre da preocupação de Londres em não autorizar futuras ações contra o Irã, sob riscos de violar o direito internacional. Perguntas sobre o tema não tiveram resposta oficial do Ministério da Defesa.
Embora o Departamento de Estado dos EUA tenha apoiado o acordo de Chagos na terça, a declaração pública de Trump na quarta manteve críticas ao arranjo. O governo britânico evita comentar operações e reforça a continuidade do processo político entre EUA e Irã.
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