- Rabat confirmou que Marruecos enviará agentes de segurança, oficiais de alta graduação e um hospital de campanha à força internacional de estabilização liderada pelos Estados Unidos em Gaza.
- A participação marroquina ocorre cinco anos após o reconhecimento americano da soberania marroquina sobre o Saara Ocidental e envolve apoio financeiro e logístico à missão.
- O ministro de Assuntos Estrangeiros, Naser Burita, não especificou o número de policiais nem de militares que serão destacados, tampouco o montante da contribuição econômica marroquina.
- A operação faz parte de um esforço conjunto de países islâmicos; Indonésia adotou posição semelhante, e outras nações contribuem com apoio financeiro estimado em 7 bilhões de dólares para a força.
- Marruecos também se oferece para liderar um programa de “desradicalização” e manter as forças em Rafah, no sul de Gaza, com foco provável em segurança de fronteiras e transporte de ajuda humanitária, sem confirmação de ações de combate.
Marruecos se torna o primeiro país árabe a enviar militares e policiais para Gaza, após o endorsement de Donald Trump sobre o Sáhara. O anúncio ocorreu em meio a um cessar-fogo que manteve o conflito entre Israel e Hamas sob controle, com altos números de vítimas no território palestino.
Rabat informou que vai enviar agentes de segurança, oficiais de alta patente e um hospital de campanha para a força internacional de estabilização liderada pelos Estados Unidos. A medida marca a participação marroquina no esforço de paz na região.
Naser Burita, chefe da diplomacia marroquina, não detalhou quantidades de policiais ou militares nem o montante de contribuição econômica. A declaração ocorreu durante o anúncio da adesão de Marruecos à Junta de Paz de Washington.
A participação marroquina se soma a compromissos de outros países islâmicos. Indonésia promete 8 mil dos 20 mil militares previstos, enquanto várias nações devem contribuir com recursos financeiros para a missão, cujo total de 7 bilhões de dólares foi citado pela rede de anúncios da Junta.
O presidente dos Estados Unidos ensinou que cada país membro deverá aportar cerca de 1 bilhão de dólares para integrar a Junta de Paz, conforme informado na reunião em Washington. Outros países árabes participam com aportes financeiros, sem envio de tropas em algumas frentes.
Entre os aliados, alguns países próximos ao território vão limitar participação a formação policial, sem desdobramentos em missões de segurança. Egito e Jordânia, por exemplo, não enviarão tropas, mas apoiam ações de apoio logístico ou institucional.
Marruecos ainda contribuirá com um hospital militar de campanha para atender a áreas de necessidade em Gaza. Rafah, no sul da Faixa de Gaza, será o primeiro ponto de atuação da força de estabilização internacional com participação marroquina.
Além disso, Rabat mencionou a disposição de liderar um programa de desradicalização para combater discursos de ódio e promover tolerância, alinhado a iniciativas de reinserção de ex-combatentes. A proposta acompanha outras medidas de cooperação regional.
A missão da força internacional inclui desarmar milícias e apoiar a entrega de ajuda humanitária. A atuação marroquina, segundo o governo local, pode concentrar-se em segurança de fronteiras e escolta de repartição humanitária para evitar escaladas.
Indonésia exercerá a chefia adjunta da força em Gaza, com participação de várias nações. Países como Arábia Saudita, Emirados, Qatar, Kuwait e Bahrein também participam, em distintos formatos de contribuição, conforme anunciado.
A política externa marroquina continua defendendo a solução de dois estados para o conflito israelo-palestino, com Gaza e Cisjordânia sob administração palestina em 1967, com Jerusalém Leste como capital. Rabat mantém o protagonismo no Comitê Al Quds da OIC.
O setor de defesa de Marruecos permanece entre os maiores da África, com fornecimento de armamento vindo, principalmente, dos EUA, França e Israel. Recentemente, Marruecos abriu uma fábrica de drones em Benslimane, reforçando laços tecnológicos com parceiros estrangeiros.
A cooperação militar com Israel é objeto de debate no país, onde há expressiva parcela da população contrária à normalização. Além disso, a participação marroquina em missões internacionais de paz já se vê em operação na África e pode se estender ao Oriente Médio sob o guarda-chuva da Junta de Paz.
Entre na conversa da comunidade