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EUA removem salvaguardas de acordo nuclear com a Arábia Saudita, diz documento

Documento mostra acordo civil EUA-Sáudia pode abrir caminho para enriquecimento e inspeção mais brandos, gerando preocupações de proliferação

U.S. and Saudi flags flutter along a highway of Riyadh, as pictured through the glass of a car, ahead of the arrival of U.S. President Donald Trump to Riyadh, Saudi Arabia May 12, 2025.
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  • O presidente Donald Trump informou ao Congresso que busca um acordo civil de energia nuclear com a Arábia Saudita sem salvaguardas de não proliferação que o governo dos EUA normalmente requer.
  • O documento entregue ao Congresso aponta um acordo conhecido como 123 Agreement, com o papel central da indústria dos EUA no desenvolvimento nuclear saudita e com salvaguardas de não proliferação, ainda que o texto permita áreas sensíveis sujeitas a verificações adicionais.
  • O texto não inclui o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica, que ampliaria a fiscalização, provocando críticas de grupos de controle de armamentos e de alguns democratas e republicanos.
  • Grupos de controle de armamentos e especialistas alertam que o acordo pode criar riscos de proliferação e estabelecer precedentes importantes, especialmente sem salvaguardas robustas.
  • O prazo para o Congresso revisar o acordo é de cerca de 90 dias após o envio do relatório; se não houver objeções, o 123 Agreement pode entrar em vigor, dando início ao programa nuclear civil saudita.

O governo dos Estados Unidos analisa um acordo civil de energia nuclear com a Arábia Saudita que não incluiria salvaguardas de não proliferação tradicionais, segundo um rascunho encaminhado ao Congresso e visto pela Reuters. O documento indica que a parceria colocaria a indústria norte‑americana no centro do desenvolvimento nuclear saudita.

O jornal aponta que a administração Trump afirmou buscar esse pacto civil sem exigir o Protocolo Adicional da IAEA, que amplia a fiscalização, incluindo inspeções surpresa em locais não declarados. A discussão ocorre em meio a temores de nova corrida armamentista nuclear global.

Conforme o material, o acordo permitiria salvaguardas adicionais apenas em áreas sensíveis de cooperação, o que abriga a possibilidade de programas de enriquecimento e reprocessamento no reino. O texto é visto como caminho para uma cooperação ampla, porém com regras mais brandas.

Diversos especialistas em controle de armas destacam riscos de proliferação. Eles afirmam que a ausência do Protocolo Adicional eleva dúvidas sobre a transparência e a fiscalização das atividades nucleares sauditas. O tema já gerou críticas de democratas e defensores de políticas mais rígidas.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Salman já havia sinalizado, em declarações passadas, que o reino poderia buscar a produção de armas caso o Irã avance nesse campo. As autoridades sauditas, por sua vez, não comentaram oficialmente o conteúdo do rascunho.

Paralisações e prazos foram discutidos internamente. A ACA (Arms Control Association) ressalta a importância de o Congresso exercer o controle antes de qualquer aprovação formal da parceria 123. A entidade afirma que é crucial avaliar impactos e precedentes.

Caso não haja oposição entre Senado e Câmara dentro de 90 dias, o acordo pode avançar e permitir o início do programa civil saudita. O governo americano informou que o prazo máximo para envio formal do 123 Agreement ao Congresso é próximo de fevereiro.

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