- O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, quer esclarecer, durante a visita aos Estados Unidos, se tropas paquistanesas integram a força de estabilização em Gaza e qual seria o mandato.
- Sharif participa da primeira reunião formal da Board of Peace, presidida por Donald Trump, em Washington, com delegações de cerca de vinte países.
- Islamabad quer garantias de que a missão será de paz e não de desarmar o Hamas, deixando claro que não aceita esse papel.
- Trump planeja anunciar um plano de reconstrução para Gaza e detalhar uma força com participação de nações muçulmanas para a estabilização do território.
- Analistas dizem que o Paquistão poderia contribuir com suas forças, mas há necessidade de definir o papel, a autoridade e a cadeia de comando, além de considerar impactos internos.
Pakistan busca clareza sobre uso de tropas para Gaza durante visita aos EUA
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, analisa enviar tropas à Gaza como parte da Força de Estabilização Internacional. A verificação ocorre durante viagem aos Estados Unidos, para participar da primeira reunião formal da Board of Peace, em Washington.
Três fontes populares disseram à Reuters que Sharif quer entender o objetivo da Força de Estabilização, a autoridade operante e a cadeia de comando antes de decidir pelo envio. O governo paquistanês não havia comentado até o momento.
Contexto do encontro
A reunião em Washington, sob a presidência de Donald Trump, deve anunciar um plano de reconstrução bilionário para Gaza e detalhar uma força com mandato da ONU para o enclave.
Analistas veem o Paquistão como potencial ativo da força multilateral, dada sua experiência militar. Um interlocutor próximo a Sharif informou que o país poderia enviar, inicialmente, algumas milhares de tropas, desde que haja clareza sobre o papel.
Plano de reconstrução e balanços
Trump apresenta um plano de 20 pontos para Gaza, prevendo supervisão por nações muçulmanas durante a transição de reconstrução e recuperação econômica. Washington tem pressionado Islamabad a participar da missão.
Especialistas destacam que o Pakistan pode equilibrar o apoio ao plano com questões internas, já que parte da população teme o desarmamento de Hamas. O debate envolve também a legitimidade da missão no âmbito global.
Expectativas e impactos
Sharif já se reuniu com Trump em Davos e, anteriormente, na Casa Branca. A avaliação é de que oPaquistão pode ser solicitado a uma audiência informal com o presidente, à margem da reunião, ou no dia seguinte à Casa Branca.
Um antigo diplomata paquistanês alerta para reações públicas caso a participação não resulte em melhoria para os Palestinos, o que poderia gerar críticas internas. Demais detalhes sobre a posição oficial devem ser divulgados pelas autoridades.
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