- Senhores oficiais ucranianos e russos vão se encontrar em Genebra, na Suíça, nesta semana para a segunda rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos, dias antes do quarto aniversário da invasão russa.
- A reunião de dois dias deve seguir o formato das conversas anteriores em Abu Dhabi, com a participação de Washington, Kyiv e Moscou, mas as expectativas de avanço são baixas, ainda que os EUA tentem reaquecer o diálogo.
- O Kremlin afirma que o encontro tratará de uma gama mais ampla de questões, incluindo território; a comitiva russa será chefiada por Vladimir Medinsky, com Igor Kostyukov e Mikhail Galuzin entre os membros.
- A Ucrânia, liderada pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, não abrirá mão do território no Donbas, mantendo posição de defesa de áreas estratégicas.
- O governo americano mantém engajamento, com Kushner e Witkoff, enquanto o presidente Donald Trump criticou Zelensky, sugerindo que ele precisa agir; Kyiv busca garantias de segurança dos EUA por longo prazo.
Na Suíça, senior ukrainianos e russos se reúnem nesta semana para a segunda rodada de negociações, mediadas pelos EUA. O encontro, de dois dias, começa na terça-feira e ocorre em Genebra, após as conversas anteriores em Abu Dhabi. A expectativa não é de avanço imediato, mas de manter o diálogo ativo.
Segundo o Kremlin, a pauta deve abranger uma gama mais ampla de questões, incluindo territorialidade e demandas de Moscou. Entre os participantes da delegação russa estão o conselheiro Vladimir Medinsky, o chefe da inteligência militar Igor Kostyukov e o vice-ministro Mikhail Galuzin, além de outros cerca de vinte oficiais.
Do lado ucraniano, o governo lidera a delegação que já participou de encontros anteriores, com Rustem Umerov à frente a serviço da defesa e segurança. Kyiv busca garantias de segurança e mantêm posição firme sobre a integridade territorial, sem abrir mão de áreas estratégicamente defendidas no Donbas.
A mediação conta com a participação de representantes dos EUA, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, que acompanham o governo de Washington. Eles pretendem sustentar o engajamento dos EUA nas negociações, mesmo convivendo com divergências sobre o ritmo e o formato de eventuais acordos.
Antes de Genebra, houve o encontro em Abu Dhabi, com foco maior em propostas de cessar-fogo. Os dois lados chegaram a discutir cenários de confidencialidade e de participação internacional, mas permanecem distantes em pontos-chave, como garantias de segurança para a Ucrânia.
Zelenskiy reforçou, em participação no Munich Security Conference, que a Ucrânia não está disposta a ceder território no Donbas, citando a importância de manter cidades como Sloviansk e Kramatorsk sob defesa. O presidente também indicou que o objetivo é concluir o conflito ainda neste ano.
O governo ucraniano enviará a mesma comitiva de rounds anteriores, com Bala de segurança à frente, ao lado do ministério da defesa. A expectativa é manter a pressão diplomática ao mesmo tempo em que se evita qualquer recuo militar em áreas fortificadas.
Analistas em Kyiv destacam que, embora haja urgência para acordos, as negociações atuais refletem capacidades diferentes entre os atores. A discórdia sobre cronogramas de eleições fica fora do horizonte imediato, dada a situação de segurança no país.
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