- A Conferência de Segurança de Munique terminou sem novas respostas sobre como encerrar a guerra na Ucrânia.
- Europeus apontam como necessária a recuperação da autonomia estratégica europeia diante da postura dos EUA, com a expectativa de uma nova estratégia de segurança europeia.
- Líderes europeus tendem a acreditar que a Rússia só aceitará acordo se ficar economicamente e potencialmente militarmente esgotada; divergência persiste com falas dos EUA sobre o tema.
- Em Genebra, novas rodadas de negociações entre Rússia e Ucrânia devem ocorrer ainda nesta semana, mas permanece a dúvida sobre o caminho para um acordo.
- No Gaza, a situação humanitária continua grave, com o UNRWA enfrentando restrições e a demolição de prédios em Jerusalém Oriental; funcionamento da agência é contestado pela parte israelense.
No final dia da Munich Security Conference, não surgiram novas respostas sobre como encerrar a guerra na Ucrânia. A cobertura traz o que houve, quem participou, quando, onde e por quê, em tom objetivo.
A conferência, realizada no Bayerischer Hof, em Munique, reuniu autoridades de várias partes do mundo. Os painéis focaram na necessidade de a EuropaREADQUIRIR agência e em valores centrais sob pressão. A expectativa era discutir caminhos de paz, mas as respostas não chegaram.
A líder da União Europeia, Kaja Kallas, abriu falando sobre a criação de uma nova estratégia de segurança europeia e sobre a necessidade de reforçar o papel do continente. Ela destacou que o apoio a Kiev permanece essencial, sem oferecer soluções de curto prazo para o conflito.
O que se sabe sobre o fim da guerra
Segundo o presidente alemão, Friedrich Merz, a Rússia não está disposta a negociações sérias no momento. A avaliação se repete entre membros de várias delegações: o fim do confronto depende de o país anfitrião esgotar economicamente ou militarmente o adversário. Essa leitura foi corroborada por autoridades americanas citadas pela cobertura.
Também houve menção a próximos contatos entre Rússia e Ucrânia, com negociações mediadas pelos EUA previstas para esta semana em Genebra. A discussão, porém, não resultou em um calendário claro para um acordo.
Gaza e a situação humanitária
Em conversa com o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, houve avaliação de que o tema Gaza recebeu menos atenção no evento do que em outras ocasiões. A UNRWA relata dificuldades causadas pela proibição de operação completa no território, impactos de um cessar-fogo instável desde outubro e ações de saúde, água potável e abrigo.
Lazzarini citou ainda o fechamento de instalações da UNRWA em Jerusalém Oriental e a pressão financeira enfrentada pela agência, que mantém centenas de trabalhadores na região. A organização afirma manter atividades em áreas ocupadas, como o Saara Ocidental, e enfatiza que a crise humanitária permanece grave, com necessidade de monitoramento contínuo.
Contexto e perspectivas
O relatório diário destacou a percepção de que a relação transatlântica segue em forte, porém não ilimitado, equilíbrio. Em tom pragmático, interlocutores indicaram que a cooperação entre EUA e Europa pode exigir ajustes para manter apoio a Kiev em longo prazo. O encontro, porém, não resultou em compromissos novos de alto impacto.
Entre números, o texto aponta que a conferência registrou o avanço de debates com uma contagem simbólica de passos do evento, sem confirmar novo calendário de negociações. A cobertura reforça que o cenário permanece com grandes incógnitas sobre desfechos diplomáticos.
Observa-se que a percepção de uma possível solução dependerá de novas iniciativas de negociações entre Moscou e Kiev, com participação de atores internacionais. O tema continua sob análise conforme desdobramentos na esfera diplomática internacional.
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