- Cuba enfrenta crise econômica aguda, com escassez de combustível afetando energia, transporte e abastecimento de alimentos, em ritmo que pode piorar em semanas.
- EUA intensificam pressão por mudança de regime, com bloqueio petrolífero anunciado e planos de manter a ilha sem óleo até provocar pressão popular.
- Embaixadas de países tradicionalmente aliadas aos Estados Unidos estudam reduzir suas missões e se preparar para o pior cenário.
- A falta de combustível complica ações humanitárias da Organização das Nações Unidas para assistência após o furacão Melissa, trazendo impacto em cidades e na produção de alimentos.
- Governo cubano já fechou universidades e escolas secundárias, reduziu transporte público e agricultores têm buscado soluções alternativas, como fogões a carvão, para enfrentar a crise.
A vibração diplomática em Havana ganha ritmo conforme Cuba enfrenta uma crise profunda. O país vive uma recessão de quatro anos, inflação alta e migração de quase 20% da população. Com o embargo energético pressionando o governo comunista, autoridades tentam manter funcionamento básico e evitar desestabilidade.
Diplomatas de países tradicionalmente amigos dos EUA descrevem frustração com a estratégia de Washington para mudar o regime cubano. O foco central é a indisponibilidade de petróleo e a falta de um plano claro para o pós-crise. Observadores apontam que o debate envolve a possibilidade de intervenção indireta, caso haja deterioração extrema.
Contexto diplomático
Em Havana, oficiais de diversos governos discutem um eventual esvaziamento das embaixadas para reduzir a presença local. O objetivo seria acompanhar a evolução da crise, sem demonstrar hostilidade aberta, e manter canais de comunicação para eventuais negociações.
A Administração norte-americana já sinalizou medidas rígidas, incluindo tarifas sobre qualquer fornecimento de petróleo ao país. A ofensiva tem reação de aliados como China e Rússia, mas também afeta relações com México, maior fornecedora do último ano.
Desdobramentos humanitários
O debate internacional acompanha o impacto prático da falta de combustível, que afeta eletricidade, água e transporte de alimentos. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, por meio do Programa Mundial de Alimentos, avalia necessidade de planos de contingência para uma crise maior.
A escassez já começa a afetar serviços públicos e cidades, com universidades, escolas e serviços não essenciais sendo fechados para restringir o consumo. Em zonas rurais, a disponibilidade de energia é ainda mais restrita, elevando o risco de desabastecimento.
Reações locais
Na capital, a restrição de mobilidade e de energia obriga moradores a buscar alternativas para atividades diárias. Assentamentos em Havana relatam cortes de luz frequentes e dificuldade de acesso a itens básicos de consumo.
Comerciantes improvisam soluções, como fogões a lenha e itens de cozinha portáteis, para manter funcionamento de lares e pequenos comércios. Enquanto isso, alguns habitantes se reorganizam para sobreviver aos cortes energéticos.
O que vem a seguir
Diplomatas indicam que a situação pode exigir novos arranjos, com acordos entre Cuba e atores internacionais para evitar agravamento social. A expectativa é de que as próximas semanas revelem se há espaço para acordos ou se o cenário tende a piorar sem intervenção externa significativa.
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