- Donald Trump afirma que Cuba “parece pronta para cair” e aposta que cortar o petróleo venezuelano inviabilizaria o regime, ainda impondo sanções a países que enviem combustível, com o México entre os alvo.
- Cuba enfrenta a pior crise econômica desde a revolução de 1959, com racionamento de energia, escassez de alimentos e medicamentos e reservas de divisas em declínio.
- A esquerda internacional vê menor engajamento de apoio: Brasil e Espanha não oferecem respostas de alto perfil, enquanto Rússia promete ajuda limitada e China não assume compromissos claros.
- Países próximos começaram a abrir mão de certos laços: Nicaragua fecha a principal rota de saída de cubanos; Guatemala anuncia saída de médicos cubanos; México e Chile mencionam ajuda humanitária/fluxo reduzido.
- O cenário internacional, com retorno de Trump, reforça o isolamento de Cuba diante de uma diplomacia multilateral em recuo e de uma pressão americana que pode colapsar o suporte externo.
O governo dos Estados Unidos intensifica o cerco a Cuba, visando interromper o abastecimento de petróleo e ampliar sanções a quem tenha participação no fornecimento. A medida chega em meio a uma crise econômica já aguda na ilha e ao retorno de Donald Trump à presidência. A iniciativa busca pressionar o regime cubano sem, até o momento, abrir caminho a um acordo claro.
O embargo energético passou a ser acompanhado por sinalização de punições a terceiros países que enviem combustível a Cuba, com foco especial em México. O objetivo declarado é aplicar pressão para provocar mudanças no governo cubano, que enfrenta cortes de energia, escassez de alimentos e uma severa perda de reservas internacionais.
A resposta internacional tem sido limitada. México, Chile e Rússia anunciaram medidas de apoio humanitário em tom crítico ao bloqueio, enquanto Nicaragua fechou uma rota de exílio cubano e Guatemala anunciou a saída de médicos cubanos. Proteções diplomáticas variam entre condenações públicas e tentativas de manter vínculos técnicos.
Contexto internacional
O retorno de Trump ao poder é apresentado como redefinição de relações na região, com ênfase na atuação de organismos multilaterais, que perderam força. A influência cubana, antes significativa entre governos de esquerda, aparece mais fragmentada e dependente de aliados estratégicos.
Repercussões regionais
Na América Latina, Brasil e Espanha foram citados como exemplos de resposta mais contida ao bloqueio, enquanto grupos de esquerda procuram manter canais de apoio sem ampliar o confronto com Washington. Analistas destacam que a adesão ao apoio-humanitário não compensa a redução de fornecimento de petróleo.
Perspectivas de Cuba
Para Cuba, permanece incerta a opção entre ceder a pressões com medidas de austeridade, como racionamento severo, ou enfrentar uma crise humanitária de grande escala. Historiadores ressaltam que o regime costuma endurecer medidas repressivas diante de tensões extremas.
Perspectivas de aliados
Especialistas destacam que aliados tradicionais de Cuba, como Rússia e China, enfrentam dificuldade para ampliar ajuda sem custos logísticos elevados. Comentários feitos em seminários indicam que o apoio pode oscilar entre apoio moral e ajuda humanitária limitada.
Situação econômica de Cuba
Relatos de organismos internacionais indicam que a economia cubana vive a pior crise de sua história recente, com impacto direto na população. O governo afirma ter contatos técnicos com Washington, mas nega negociações formais, enquanto busca alternativas para evitar o colapso.
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