- Espanha levou a voz de alerta na Conferência de Segurança de Múnich sobre a proliferação nuclear, em resposta à expiração do tratado New Start entre Estados Unidos e Rússia.
- Pedro Sánchez pediu a negociação e a assinatura de um novo acordo START para manter a continuidade do controle nuclear.
- França e Alemanha começam diálogo para estender o guarda-chuva nuclear francês na Europa, sem substituir o papel dos EUA dentro da OTAN, segundo Friedrich Merz.
- Sánchez afirmou que o rearme nuclear não é caminho desejável e defendeu uma dissuasão coordenada, com foco em capacidades e controle.
- O presidente espanhol explicou a posição sobre gasto militar: não apoia a meta de 5% do PIB para defesa, destacando que Espanha já aumentou gastos e o número de tropas desde que assumiu o governo.
Sánchez participa de debate na Conferência de Segurança de Múnich e lança alerta sobre a expiração do tratado New Start, o último acordo de controle de armas entre EUA e Rússia. O ato ocorre em um momento de diálogos entre França e Alemanha sobre ampliar a dissuasão nuclear europeia. O objetivo é evitar retrocesso na contenção atômica.
O presidente do governo espanhol pediu a renegociação e assinatura de um novo Start para manter o acordo vigente. Em seu discurso, sustentou que o rearme nuclear não é solução e enfatizou a necessidade de cooperação internacional para a dissuasão de forma coordenada.
Sánchez participou de um colóquio ao lado de líderes de Finlândia, Dinamarca e de Estados Unidos, representado por um senador. O debate abordou ainda gastos militares na OTAN, com o espanhol defendendo critérios de gasto conjunto e capacidades compartilhadas, não apenas o valor percentual do PIB.
O chefe de governo destacou que Espanha já aumentou o gasto em defesa desde sua posse e duplicou o número de militares em missões da OTAN, argumentando que isso mostra contribuição real sem depender de apenas um modelo de financiamento.
A agenda da Conferência de Múnich, tradicionalmente centrada em segurança, recebeu pela primeira vez a presença de temas como Gaza e proliferação nuclear. No encontro, o chanceler alemão Friedrich Merz sinalizou que o diálogo franco-alemão sobre dissuasão não pretende substituir a proteção dos EUA, mantendo a OTAN como arcabouço.
Contexto internacional
Merz informou que o plano não prevê um arsenal europeu autônomo, mas uma cooperação que complemente o paraguas nuclear dos EUA. A interlocução entre Paris e Berlim visa ampliar a margem de manobra defensiva sem criar uma nova linha de armamento no continente.
Sánchez ressaltou a necessidade de soberania e segurança sem recorrer ao aumento acelerado de armamento. Em resposta a perguntas sobre a postura de gasto, ressaltou a importância de metas claras de contribuição e de capacidades, não apenas de investimentos financeiros.
Contribuição espanhola
Participantes do coloquio incluíram o presidente finlandês e a primeira-ministra dinamarquesa. Em perguntas, Sánchez explicou a posição de Espanha sobre o gasto de defesa e como a cooperação entre países pode gerar maior efetividade. O debate também abordou o papel do Sur Global nas decisões de segurança ocidentais.
O espanhol defendeu que o equilíbrio entre dissuasão e diplomacia deve guiar as políticas europeias. A reunião ressalta a busca por coordenação entre aliados da OTAN frente a desafios de segurança global.
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