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Navalny envenenado na prisão pela Rússia, dizem cinco países europeus

Cinco países europeus afirmam, com base em análise de amostras, que Navalny foi envenenado na prisão russa com toxina epibatidina, letal e de origem de rãs-dardo

Alexei Navalny, em registro de 7 de julho de 2017, e Vladimir Putin, em 15 de fevereiro de 2024. Fotos: AFP/THIS IS NAVALNY PROJECT/EVGENY FELDMAN
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  • Cinco países europeus — Reino Unido, Suécia, França, Países Baixos e Alemanha — divulgaram que Alexei Navalny foi envenenado na prisão russa com uma toxina rara, a epibatidina, segundo análise de amostras do corpo.
  • A toxina, encontrada na pele de rãs-dardo equatorianas, é apontada como very provável causa da morte ocorrida em fevereiro de 2024 em uma colônia penal na Sibéria.
  • Os governos afirmam que apenas o Estado russo tinha meios, motivo e oportunidade para usar a substância contra Navalny, enquanto ele cumpria pena de dezenove anos.
  • A esposa de Navalny, Yulia Navalnaya, disse que a análise laboratorial confirmou o envenenamento, e o Reino Unido, junto com as autoridades britânicas, destacou o envolvimento do Kremlin.
  • Os países deram publicidade à denúncia à Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e enfatizaram preocupações sobre o estoque de armas químicas da Rússia, lembrando o envenenamento anterior com Novichok em 2020.

Navalny teria sido envenenado na prisão, segundo investigação de cinco países europeus. A acusação envolve Moscou e aponta uso de uma toxina rara para atingir o opositor de Vladimir Putin, que morreu em fevereiro de 2024 em uma prisão na Sibéria.

A apuração, divulgada neste sábado pelo Reino Unido em parceria com Suécia, França, Holanda e Alemanha, baseia-se na análise de amostras do corpo. A toxina epibatidina, encontrada na pele de rãs-dardo equatorianas, é apontada como causa provável da morte.

Segundo o comunicado conjunto, o Estado russo teria tido o meio, o motivo e a oportunidade para aplicar a toxina durante a prisão. O grupo afirma que a análise indica ligação direta entre o incidente e Moscou.

Detalhes da investigação e reações

A missão diplomática cita a morte de Navalny como resultado de um complô para silenciar a voz crítica ao governo. A esposa do opositor, Yulia Navalnaya, afirmou que análises laboratoriais apontam envenenamento. Em Munique, autoridades reiteraram a posição.

O Reino Unido informou que denunciou a Rússia à OPAQ e alertou para a possível violação da Convenção sobre Armas Químicas. Autoridades britânicas destacaram que a Rússia não destruiu todas as suas armas químicas.

Navalny já havia sofrido envenenamento com o agente nervoso Novichok em 2020, durante campanha na Sibéria. Na ocasião, foi transferido para a Alemanha para tratamento.

O ativista anticorrupção liderou protestos de grande adesão contra o Kremlin em diversas regiões da Rússia. O caso volta a acirrar tensões entre Moscou e o Ocidente.

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