- Um ano após a fala de JD Vance, Munique vê parceiros europeus buscando maior independência, sem romper completamente a base da aliança com os EUA.
- A conferência destaca que a fala de Vance trouxe uma década de tensão transatlântica, com Washington parecendo disposto a redesenhar parte da ordem internacional.
- O encontro ocorre em meio a conflitos na Ucrânia, em Gaza e no Sudão, num cenário de crises simultâneas.
- A expressão de “política de martelamento” foi citada como ameaça à aliança, com Trump já tendo tomado ações duras contra aliados e até discutido anexar a Groenlândia.
- Espera-se tom menos confrontacional dos EUA neste ano, com o secretário de Estado, Marco Rubio, liderando a delegação; grandes líderes e ministros devem participar, e a Europa busca garantias de segurança e maior autossuficiência.
O Fórum de Segurança de Munique começa nesta sexta-feira em meio a tensões entre Estados Unidos e seus aliados. O encontro ocorre em um momento de conflitos ativos, entre eles Ucrânia, Gaza e Sudão, e com séries de divergências sobre o papel da OTAN e a dependência europeia dos EUA.
A falta de participação de JD Vance, líder da delegação anterior, marca o contraste com o desejo de Washington de manter um tom mais conciliador neste ano. O secretário de Estado, Marco Rubio, comanda a delegação norte-americana e deve proferir discurso no sábado, buscando reduzir a retórica confrontacional.
Participantes de alto nível devem incluir cerca de 70 chefes de Estado e governo e mais de 140 ministros, com presenças de autoridades como o presidente ucraniano Zelenskiy, o presidente francês Macron e o chanceler alemão Merz. A presidente do BCE, Christine Lagarde, também está anunciada para falar.
Contexto do encontro
Além da presença de lideranças, a conferência destaca a discussão sobre a importância da bússola estratégica europeia e da resiliência econômica da União Europeia. A pauta inclui reforço do gasto militar dos países-membros e o papel de Washington como aliado de referência, ainda que com sinais de reavaliação.
Desdobramentos e perspectivas
O foco do evento é esclarecer como as alianças transatlânticas pretendem continuar com diálogo e cooperação, mesmo diante de críticas internas nos EUA e de pressões de parceiros europeus por uma maior autonomia. Analistas observam que mudanças na postura dos EUA podem levar tempo para se consolidarem.
Participação global e impactos regionais
Entre os temas previstos, a reunião aborda a resposta a crises regionais e as garantias de segurança para a Ucrânia, além de discutir como manter o apoio europeo a estratégias de defesa conjuntas. A conferência serve para mapear futuras linhas de cooperação e potenciais reformas na governança transatlântica.
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