- O porta-aviões Gerald Ford, o maior da frota dos EUA, deixou o Caribe e segue para o Oriente Médio, como novo movimento de pressão sobre o Irã.
- A operação ocorre após cinco meses como símbolo de demonstração de poder na região, em meio a negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear.
- O Ford se soma ao grupo de ataque que já inclui o porta-aviões Abraham Lincoln, em uma frente de operações no Golfo; Trump sugeriu que a missão pode ser alongada caso não haja acordo com o Irã.
- A saída do Ford acontece em meio a advertências sobre Venezuela e apoio a Nicolás Maduro, com a presença de força militar reforçada na região.
- Delegações dos EUA mantêm conversas indiretas com o Irã em Mascate, sem data definida; Washington exige urânio enriquecido, limites a mísseis e retirada de apoio a grupos radicais, enquanto Teerã resiste a discutir mísseis balísticos.
O porta-aviões Gerald Ford, maior da frota dos EUA, deixou o Caribe com destino ao Oriente Médio. A manobra ocorre após cinco meses marcados pela demonstração de poder militar na região, visando pressão sobre o regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
Segundo autoridades do Pentagon, o deslocamento faz parte de uma operação que ampliou a presença naval dos EUA frente a atividades associadas ao narcotráfico e a ataques de supostas narco-lanchas. O objetivo é manter pressão regional antes de ações onde haja intervenção direta.
O grupo de escolta do Ford já se prepara para a chegada ao Golfo, onde se reunirá a outro porta-aviões, o Abraham Lincoln. A presença conjunta aumenta a presença de capacidade de resposta dos Estados Unidos na região central.
Desdobramentos e contexto estratégico
Donald Trump afirmou que a missão pode ser prorrogada caso não haja acordo com Irã, reforçando que outra aeronave pode se somar ao destacamento. Em visita a Fort Bragg, o presidente sinalizou que, se necessário, a força será ampliada para sustentar a pressão.
Delegações americanas mantêm negociações indiretas com o Irã, em Mascate, Omã, sobre o programa nuclear. Washington quer que Teerã entregue urânio enriquecido, imponha limites aos mísseis e retire apoio a grupos extremistas; Teerã resiste a incluir mísseis balísticos nas tratativas.
A tripulação do Ford recebeu a nova missão na semana passada. O navio participou de operações desde 24 de junho, originalmente com foco na Europa, mas teve a rota alterada para o Caribe e, agora, para o Oriente Médio. O retorno ao porto de origem não está previsto antes de abril ou maio.
A flotilha dos EUA no Caribe retorna aos níveis anteriores a setembro do ano passado, mantendo, no entanto, a capacidade de resposta no hemisfério. O Comando Sul assegura que as forças continuam prontas para proteger interesses norte-americanos na região e contra atividades ilícitas.
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