- Grupo bipartidário de 37 lawmakers americanos escreveu a políticos taiwaneses expressando preocupação com a votação do gasto extra com defesa, destacando que a ameaça chinesa nunca foi maior.
- A presidente taiwanesa Lai Ching-te propôs um gasto extra de US$ 40 bilhões para defesa; a oposição no parlamento está atrasando a análise e apresentou propostas mais baratas que financiam apenas parte das aquisições desejadas dos EUA.
- A carta, endereçada ao presidente da assembleia Han Kuo-yu e aos líderes do Kuomintang e do Taiwan People’s Party, reforça a parceria entre EUA e Taiwan e alerta sobre o aumento da ameaça da República Popular da China.
- Assinantes incluem senadores Pete Ricketts e Chris Coons, além de deputados Young Kim e Ami Bera; não houve resposta imediata do Kuomintang nem do Taiwan People’s Party.
- O atraso na aprovação do orçamento de defesa pode romper a linha de defesa conjunta contra a China, segundo o ministro da Defesa de Taiwan, enquanto Lai continua a pressionar pela aprovação.
Apenas para reforçar: um grupo bipartidário de 37 legisladores americanos enviou uma carta aos líderes taiwaneses nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, em Taipei. O texto destaca a preocupação com o atraso na análise do orçamento de defesa proposto por Taiwan, com o objetivo de enfrentar a China.
A carta foi endereçada ao presidente do legislativo de Taiwan, Han Kuo-yu, aos líderes dos principais partidos de oposição e ao responsável pela bancada do Partido Democrático Progressista, no poder. Assinam senadores e deputados vinculados a comissões de Relações Exteriores nos EUA.
O documento afirma que a parceria entre EUA e Taiwan é forte e duradoura, e ressalta que a ameaça da República Popular da China nunca foi tão grave. O texto pede que Taiwan avance com o financiamento, reconhecendo também a necessidade de reduzir o backlog de entregas de armas.
Contexto
Taiwan já recebeu apoio público dos EUA para aumentar os gastos com defesa. O presidente taiwanês Lai Ching-te havia apresentado, no ano passado, um investimento adicional de 40 bilhões de dólares para reforçar capacidades militares, diante da pressão de Pequim.
A oposição no parlamento, que detém maioria, já apresentou propostas próprias de orçamento mais enxutas, cobrindo apenas parte dos equipamentos desejados por Lai. O atraso em aprovação é visto como risco para a articulação defensiva regional.
A emenda de Lai envolve financiar compras de armamentos estadunidenses, enquanto o custo cresce pela necessidade de manter o ritmo de entregas e a prontidão das forças. Taiwan afirma ter feito progressos em prontidão militar, reservas e defesas assimétricas.
Reações políticas
Os signatários incluíram membros relevantes do Senado e da Câmara dos EUA, que já haviam manifestado preocupação pública com a morosidade do orçamento. Não houve resposta imediata de KMT ou TPP sobre a carta.
As respostas em Taiwan destacam apoio à defesa, mas com ressalvas sobre a necessidade de escrutínio fiscal. O governo do DPP expressou concordância com o conteúdo da carta e pediu que os destinatários a analisem com cuidado.
A defesa de Taiwan depende, além do orçamento, da continuidade do apoio dos seus aliados à entrega de armamentos. O governo afirma que o diálogo com Pequim continua, embora não tenha sido recebida por Beijing uma aceitação formal.
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