- Seamus Culleton, irlandês, está detido pelo ICE há cinco meses, mesmo com autorização de trabalho válida e sendo casado com uma cidadã americana.
- A detenção ocorre em meio a uma wave de operações de imigração do ICE nos EUA desde o ano passado.
- Em abril de 2009, um tribunal distrital na Irlanda emitiu um mandado de prisão relacionado a suposta posse de drogas para venda e a acusações de obstrução a’agarda durante uma busca, envolvendo ecstasy.
- Segundo o ICE, Culleton overstayed o visto de turista e recebeu uma ordem final de remoção em setembro de 2025; ele optou por permanecer sob custódia.
- A defesa afirma que ele não era considerado risco de fuga e não tinha antecedentes criminais, e que o caso gerou reação de políticos irlandeses divergentes sobre a atuação do governo.
Um irlandês detido pela ICE nos Estados Unidos permanece preso há cinco meses, apesar de possuir permissão de trabalho válida e ser casado com uma cidadã americana. Seamus Culleton enfrenta possível deportação em um caso que envolve uma ordem de prisão emitida na Irlanda.
Segundo reportagem, em abril de 2009, pouco depois de entrar nos EUA com visto de turismo, um tribunal distrital em New Ross, no Condado Wexford, emitiu um mandado relacionado à suposta posse de drogas para venda ou fornecimento no ano anterior. Culleton também enfrentou acusações de suposta obstrução a um Garda durante uma busca, ao supostamente jogar 25 comprimidos de ecstasy no solo.
As informações ampliam a controvérsia em torno dos recentes interrogatórios e detenções promovidos pela ICE, que intensificou ações de fiscalização no país desde o ano passado. Culleton, que está detido em um centro no Texas, já teve a vida no Brasil de 2009 amplamente discutida pela mídia irlandesa.
Em entrevista à rádio RTÉ nesta semana, realizada de um centro de detenção em El Paso, ele comparou as condições de detenção a um campo de concentração e pediu intervenção do governo irlandês para permitir o retorno à sua esposa, Tiffany Smyth, que é cidadã dos EUA, e à empresa de alvenaria dele na área de Boston. Politizados e comentaristas na Irlanda criticaram a detenção e cobraram atuação do governo do taoiseach.
A advogada de Culleton afirmou que ele é visto como um “candidato ideal” para discricionariedade favorável por não apresentar risco de fuga nem ter antecedentes criminais, e negou conhecimento de um mandado emitido após sua chegada aos EUA. Em resposta, a assessoria da pasta de Segurança Interna dos EUA destacou que o indivíduo excedeu o prazo de visto e não deixou o país, tendo recebido pleno devido processual e uma ordem final de remoção em setembro de 2025.
Culleton sustenta que toda a sua vida está nos EUA e contesta a afirmação de agentes de ICE de que ele assinou um formulário concordando com a deportação. O caso permanece em desenvolvimento, com autoridades buscando esclarecer a relação entre o mandado irlandês e a detenção atual.
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