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Rússia bloqueia parcialmente Telegram alegando proteção de cidadãos

Kremlin amplia bloqueio parcial do Telegram, alegando combate a fraudes e proteção de dados, para forçar uso de plataforma supervisionada pelo FSB

Pasajeros del Metro de Moscú miran sus teléfonos este 11 de febrero
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  • Roskomnadzor começou a bloquear chamadas de voz e vídeo do WhatsApp e Telegram desde agosto do ano passado, com bloqueio parcial do Telegram confirmado nesta semana.
  • O objetivo do governo russo é expulsar usuários para o serviço Max, supervisado pelo FSB, e impor a instalação obrigatória para trámites burocráticos.
  • Telegram tem cerca de 94 milhões de usuários na Rússia e é uma via importante de acesso à informação, além de servir para comunicações cifradas que podem ser usadas por grupos criminosos ou para críticas ao governo.
  • A Duma sinalizou a possibilidade de bloqueio total do Telegram em até seis meses, caso não haja cumprimento das leis russas.
  • Pavel Durov, fundador da plataforma, afirmou que restringir a liberdade dos cidadãos não é solução e defendeu a privacidade e a liberdade de expressão do Telegram frente às pressões do Kremlin.

A Rússia intensificou o bloqueio parcial ao Telegram, ampliando o controle estatal sobre plataformas de mensagens. Roskomnadzor alegou uso da aplicação por grupos criminais e terroristas e falhas na proteção de dados, mantendo restrições impostas desde agosto do ano passado.

Segundo o regulador, a medida busca cumprir a lei russa e proteger cidadãos. O bloqueio parcial afeta chamadas de voz e vídeo, com passos anteriores para reduzir o uso de serviços por estafadores. Telegram prometeu defender a privacidade e a liberdade de expressão.

O Telegram, criado por Pavel Durov, tem cerca de 94 milhões de usuários na Rússia, incluindo canais com milhões de seguidores. A plataforma foi alvo de restrições anteriores após desavenças com o governo russo sobre acesso a chats.

Telegram reage aos bloqueios

Durov afirmou, em X, que restringir a liberdade dos cidadãos não é a solução e que Telegram defende privacidade e expressão. O empresário qualificou como inadequada a descrição de oligarca.

A relação entre Telegram e autoridades russas é tensa desde 2017, quando o serviço se negou a entregar chaves de criptografia. Em 2020 houve acordo que permitiu retorno ao país, em troca de cooperação com a vigilância.

A escalada regulatória ocorre em meio a debates sobre controle de internet no país. O governo também atua com políticas externas de tecnologias digitais, alinhadas a medidas em outros países europeus contra plataformas online.

Impacto e desdobramentos

Na prática, militares russos dependem de Telegram para comunicações cifradas, o que tem gerado críticas internas sobre a eficácia de medidas do governo. Analistas ressaltam que o bloqueio reduz opções de comunicação no front.

Especialistas destacam que o ambiente regulatório muda com frequência, elevando a incerteza sobre o funcionamento de serviços digitais no país. Reclamações públicas sobre censura e transparência acompanham as decisões do governo.

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