- Bangladeshi realizará referendo nacional junto com a primeira eleição parlamentar desde os protestos de 2024 que expulsaram a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, em agosto daquele ano.
- O referendo vota reformas do chamado July Charter, para estabelecer boa governança, democracia e justiça social por meio de mudanças institucionais.
- Entre as reformas estão a criação de novos órgãos constitucionais e a instalação de um parlamento bicameral, em que a maioria do senado é necessária para emendas constitucionais.
- Outras propostas abrangem cem esforços de reforma do charter, como limites de mandato para primeiros-ministros e maior poder do presidente, entre outras mudanças alinhadas aos compromissos dos partidos.
- Se a maioria votar sim, será formado um Conselho de Reforma Constitucional para concluir as alterações em até 180 dias úteis a partir da primeira sessão.
O Bangladesh realizará neste jueves um referendo nacional junto com a primeira eleição parlamentar desde os protestos violentos que destituíram a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina em agosto de 2024. A consulta popular pretende aprovar reformas a instituições do Estado.
O pleito, ocorrido no mesmo dia da eleição, vota quatro reformas centrais, incluindo a criação de novos órgãos constitucionais e a adoção de um parlamento bicameral, com a maioria necessária no Senado para emendas à Constituição. Também entram na votação 30 reformas do chamado Pacto da Carta.
Quem vota decide por meio de cédula secreta. Se a maioria for favorável, um Conselho de Reforma Constitucional será criado para concluir as mudanças em até 180 dias úteis a partir de sua primeira sessão.
A votação não é a primeira desde 2011, quando a provisão de referendo foi eliminada pela gestão de Hasina; após a derrubada, o tema foi restituído pela Justiça em 2024. Em plebiscitos anteriores, os eleitores aprovaram as propostas, em geral, por larga margem.
Críticos afirmam que o formato reúne várias propostas em uma única pergunta, dificultando a compreensão individual dos temas. Também ponderam que a necessidade do voto “sim” pode limitar a debate e restringir dissenso, apontando pressões percebidas para que haja aprovação.
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