- A subsecretária de Diplomacia Pública dos EUA, Sarah B. Rogers, tem usado a posição para criticar políticas de discurso de ódio e imigração de aliados e promover partidos de direita na Europa.
- Desde outubro, ela tem se encontrado com políticos de direita na Europa, incluindo o AfD alemão, e apresentou posições que apoiam movimentos ultraconservadores.
- Em redes sociais, Rogers citou migrants alemães de forma controvertida e associou políticas de imigração a “segurança das mulheres” na Suécia, além de defender a liberdade de expressão em contextos de imigração.
- O governo impôs sanções de visto a cinco indivíduos ligados ao que chama de “complexo de censura” e citou a Lei de Serviços Digitais da União Europeia (DSA) e a Lei de Segurança Online do Reino Unido (OSA) como alvos, ampliando o debate sobre censura online.
- Especialistas alertam que as ações de Rogers refletem uma estratégia de exportação de políticas e apoio a forças de direita na Europa, levantando preocupações sobre cooperação entre EUA e extrema direita europeia.
O que aconteceu: uma alta dirigente do Departamento de Estado dos EUA escreveu publicamente sobre políticas de discurso de ódio e imigração em países aliados, ao mesmo tempo em que sinalizava apoio a partidos de direita radical na Europa. A atuação ocorreu em meio a ataques do governo americano a governos europeus liberais.
Quem está envolvido: a subsecretária de Estado para Diplomacia Pública, Sarah B Rogers, figura de destaque da gestão Trump, e políticos de partidos de direita na Europa, além de analistas e acadêmicos que acompanham o tema. As ações incluem encontros com figuras de fora do espectro governamental e divulgação de políticas em redes sociais.
Quando: as atividades começaram desde a posse de Rogers em outubro, com publicações e encontros subsequentes ao longo de dezembro e janeiro. Em 13 e 14 de dezembro, foram relatados encontros com parlamentares da AfD na Alemanha.
Onde: Europa continental, com reuniões e afirmações públicas em voos diplomáticos entre Washington e capitais europeias. A iniciativa envolve contatos com representantes do AfD na Alemanha e diálogos com outras formações consideradas de direita extremista.
Por quê: a narrativa de Rogers se concentra em moldar a opinião pública europeia favorável a políticas americanas de discurso livre, migratórios e de segurança, segundo análise de observadores, com prática de estreitar vínculos com correntes antiestablishment.
Subtítulo: Campanha com a AfD e o papel da diplomacia pública
Rogers manteve contatos com a AfD, incluindo encontro com o porta-voz de política externa Markus Frohnmaier em dezembro. Em resposta, a subsecretária destacou que o diálogo ocorreu no âmbito de compreender posições externas da sigla.
Subtítulo: Vínculos com figuras da imprensa e do campo anti-imigração
Relatos indicam que Rogers ampliou a pauta junto a vozes mediáticas e de organizações contrárias a políticas migratórias, com narrativas que criticam censura de conteúdos na internet e apoiam visão de liberdade de expressão compatível com o aparato governamental.
Subtítulo: Sanções de visto e discurso sobre censura
O governo ressaltou ações contra supostos “cúmplices da censura” em órgãos digitais e plataformas, citando a legislação europeia de serviços digitais e a lei britânica de segurança online. A alusão visa pressionar atores internacionais ligados a censura de conteúdos digitais.
Subtítulo: Perspectivas de especialistas
Especialistas em extremismo de direita destacam que esse movimento diplomático favorece a legitimação de correntes nacionalistas na Europa e pode influenciar o cenário político, ampliando a cooperação entre setores da direita transatlântica.
Notas sobre o contexto: dirigentes e analistas próximos a figuras extremistas foram mencionados em discussões públicas sobre vínculos entre governos e movimentos de direita na Europa. A narrativa aponta para uma estratégia de exportação de ritmo político e de ações de influência internacional.
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