- O Ministério das Relações Exteriores das Filipinas pediu à Embaixada da China em Manila que adote um tom construtivo, calmo e profissional em suas declarações.
- Rogelio Villanueva, porta-voz de assuntos marítimos do DFA, enfatizou que as respostas devem ser dadas de forma calma e profissional.
- A mudança veio após a aprovação de uma resolução pelo Senado que condenou declarações da Embaixada da China em Manila sobre a soberania filipina no Mar do Sul da China.
- A Embaixada da China em Manila rejeitou a resolução, chamando-a de manobra política.
- O embaixador das Filipinas nos Estados Unidos, Jose Manuel Romualdez, pediu para reduzir a temperatura entre os dois países, ressaltando que a relação não deve ser definida apenas pelo conflito marítimo.
A Filipinas pediu que a China mantenha o tom de suas declarações mais calmo e construtivo, em meio a uma escalada verbal entre diplomatas chineses e autoridades filipinas, incluindo senadores. O pedido foi feito pelo Departamento de Relações Exteriores (DFA) por meio de seu porta-voz de assuntos marítimos, Rogelio Villanueva. As declarações devem ser recebidas de maneira profissional.
Villanueva ressaltou que as respostas devem ser dadas com serenidade e em formato diplomático, alinhadas à tradição democrática do país. O DFA enfatizou a importância de um debate aberto e considerado com autoridades estrangeiras, sem recorrer a ataques.
A Embaixada da China em Manila não comentou o assunto de imediato. O texto ocorre após o Senado aprovar uma resolução que condena falas da embaixada chinesa criticando defensores da soberania filipina no Mar do Sul da China. A embaixada chinesa rejeitou a resolução, chamando-a de manobra política.
Contexto e desdobramentos
O embaixador das Filipinas nos Estados Unidos, Jose Manuel Romualdez, apontou a necessidade de reduzir as tensões entre Manila e Pequim, destacando que a relação entre os dois países não deve ser definida apenas pelo litígio marítimo.
As disputas no Mar do Sul da China continuam a gerar confrontos marítimos entre as partes, com acusações de ações agressivas, obstáculos a missões de reabastecimento e intrusão em zonas econômicas exclusivas. A China rebate as acusações filipinas sobre invasões de território.
As autoridades filipinas buscam manter o diálogo com a China, mantendo o foco na defesa de direitos soberanos e na segurança de rotas marítimas, sem alterar o objetivo de cooperação regional. A situação permanece sob monitoramento diplomático.
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