- O Departamento de Estado dos EUA começou a pagar afegãos retidos no Campo As Sayliyah, em Qatar, para repatria-los, conforme busca fechar o acampamento até o fim de março.
- Mais de 1.100 pessoas estavam no complexo desde pelo menos o início do ano passado, quando a administração anterior interrompeu a reassentação de afegãos.
- Defensores dizem que o grupo inclui refugiados civis, mulheres que atuaram como operadoras especiais durante a guerra no Afeganistão e familiares de militares dos EUA, todos em risco se retornarem ao país.
- Democratas criticaram o plano de pagar para que os afegãos se autodeportem, apontando que a relocação para terceiros países permanece incerta.
- Os pagamentos seriam de 4.500 dólares para o principal requerente e 1.200 dólares por pessoa adicional; a realocação em países terceiros ainda depende de negociações.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos começou a pagar Afegãos retidos no Catar para repatriarem, como parte do esforço para encerrar um campo de refugiados. O anúncio chegou durante audiência no Congresso, com autoridades explicando o contexto.
Mais de 1.100 pessoas estão alojadas no antigo base militar CAS, no Catar, desde pelo menos o início do ano passado, quando a administração anterior interrompeu o reassentamento de Afegãos ligados aos EUA.
O grupo inclui civis refugiados, mulheres que atuaram como operadoras especiais durante as duas décadas de conflito no Afeganistão e familiares de militares dos EUA. O objetivo é remover gradualmente os moradores do campo.
O fechamento do CAS está previsto para o fim de março. A administração busca realocação em terceiros países e afirma não forçar retornos ao Afeganistão, enfatizando a cooperação com outras nações para o reassentamento.
Pagamento e condições
Segundo a coalizão Afghans Evac, o valor oferecido chega a 4.500 dólares para o requerente principal e 1.200 dólares para cada dependente que se muda com ele. A avaliação é de que as opções de relocalização são incertas.
Advogados e defensores veem a medida como contingência diante da incerteza sobre alternativas de reassentamento, e ressaltam pressões sobre os Afegãos para aceitar a proposta.
A autoridade responsável, o Assistant Secretary S. Paul Kapur, diz que a retirada não é compulsória e que a prioridade é evitar manutenção prolongada no CAS, buscando soluções de realocação com países terceiros.
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