- Autópsias apontam que a maioria dos 15 migrantes afegãos morreu por lesões cranianas e cerebrais, não por afogamento, em naufrágio próximo a Quíos na semana passada.
- A embarcação inflável transportava 40 pessoas e colidiu com uma patrulha da Guarda Costeira da Grécia na noite de 3 de fevereiro.
- Além das mortes, houve 24 migrantes feridos e três guardas costeiros; entre os feridos, oito crianças entre 1 e 15 anos, e duas mulheres gestantes sofreramAbortos espontâneos.
- Um cidadão marroquino de 31 anos foi detido e indiciado por tráfico de migrantes, provocar acidente mortal e entrada ilegal na Grécia; ele nega ser timoneiro, afirmando ter pago passagem.
- Autoridades defendem a versão de que a barca mudou de rumo e colidiu, enquanto alguns sobreviventes contestam; a investigação segue em aberto.
Oito dias após o naufrágio envolvendo uma embarcação inflável com migrantes afogados no Egeo, novas autópsias indicam que a maioria dos 15 mortos sofreu lesões graves na cabeça, e não apenas afogamento. A investigação permanece aberta.
Os laudos preliminares consultados pela Reuters apontam também lesões torácicas em alguns sobreviventes. Além disso, há relatos de traumatismos abdominais entre os feridos. O acidente ocorreu na noite do dia 3 de fevereiro, frente às costas de Quíos.
O choque envolveu uma lancha que transportava cerca de 40 pessoas e uma patrulha da Guarda Costeira grega. Na batida, a lancha virou e afundou, deixando 15 mortos, 24 feridos e dois abortos espontâneos entre gestantes, segundo informações oficiais.
Ao todo, três membros da guarda ficaram feridos. Os resgatistas relataram que a lancha estava superlotada e que corpos foram encontrados dentro da embarcação. Três agentes ainda trabalham no resgate e na coleta de evidências.
Investigação e versões
Um homem marroquino de 31 anos foi detido e acusado de dirigir o timão da embarcação, ligado aos organizadores do trajeto. A polícia o mantém em prisão preventiva, sob acusação de tráfico de pessoas, envolvimento no acidente mortal e entrada ilegal no país.
O detido nega as acusações, alegando ser apenas passageiro que pagou pelo trecho, conforme apurado por seus advogados. Há divergências entre versões oficiais e relatos de sobreviventes sobre quem deu instruções de manobra.
Contexto e desdobramentos
O governo grego atribui o acidente à atuação de redes de tráfico de migrantes e reforça que a barca mudou de rumo de forma abrupta. O ministro da Marina Mercante mencionou falha na gravação da câmera de bordo, devido às condições de escuridão.
O tema migratório permanece sob escrutínio no Parlamento, com pedidos de divulgação de imagens de câmeras de bordo. A Grécia tem endurecido leis de migração nos últimos anos e registrou menor fluxo de entrada irregular em 2025, segundo Frontex.
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