- O Reino Unido vai dobrar o efetivo britânico na Noruega, de 1.000 para 2.000 soldados, em três anos.
- A medida visa fortalecer as defesas no alto norte diante da Rússia.
- O governo britânico vai manter forças na missão Arctic Sentry da Otan para melhorar a segurança na região.
- O ministro da Defesa, John Healey, afirma que a Rússia está rapidemente reestabelecendo presença militar na região, inclusive reabrindo bases da era da Guerra Fria.
- a decisão ocorre em meio a apelos por maior cooperação europeia para deter a Rússia e apoiar a Ucrânia, conforme discutido por ex-chefe das Forças Armadas britânicas.
O britânico Ministério da Defesa informou que o número de militares do Reino Unido na Noruega vai dobrar, de 1.000 para 2.000, em três anos. A medida visa reforçar a defesa no alto norte contra a Rússia.
Durante visita ao Campo Viking, na Noruega, o secretário da Defesa, John Healey, disse que a Rússia está reestabelecendo rapidamente presença militar na região, incluindo bases reabertas do período da Guerra Fria. O Reino Unido também participará da missão Arctic Sentry da Otan.
Healey afirmou que as demandas de defesa aumentaram e que a ameaça russa é a maior desde a Guerra Fria. A decisão ocorre em tom de cooperação com aliados para dissuadir ofensivas na região ártica.
A Rússia realizou um ataque que deixou quatro mortos, entre eles três crianças, em Bohodukhiv, cidade a oeste de Kharkiv, segundo o governador da região. Três crianças menores de dois anos vivem no local atingido; uma mulher de 74 ficou ferida. A veracidade não pôde ser verificada de forma independente pela Reuters.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reuniu seus altos comandantes para debater falhas na defesa aérea e proteção de civis. Zelensky apontou que unidades, interceptores e sistemas de defesa estão sendo reconstruídos em várias regiões.
Ele também avaliou se as autoridades locais asseguraram abastecimento de energia e aquecimento em prédios residenciais após ataques. O presidente criticou autoridades em Kiev e pediu mais apoio externo para neutralizar mísseis e drones.
A agência russa de controle de comunicações, Roskomnadzor, anunciou restrições ao Telegram, sob lei que exige dados de usuários armazenados no país. O objetivo é coibir usos para fins criminosos ou terroristas. Críticos denunciam censura.
A organização Amnesty International condenou a medida, chamando-a de censura. Alguns blogueiros pró-guerra, que utilizam o Telegram, criticaram a decisão por prejudicar comunicações na linha de frente.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, manteve conversas com Vladimir Putin sobre o retorno de sul-africanos recrutados por forças russas para o conflito na Ucrânia, segundo seu gabinete. Folga de 17 homens havia sido relatada previamente.
O chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que apresentará exigências à Rússia para um acordo de paz. Segundo ela, europeus devem concordar com condições, não apenas a Ucrânia, para fechar o tratado.
Atletas ucranianos intensificaram protestos contra regras do Comitê Olímpico Internacional que proíbem manifestações durante competições. O atleta Vladyslav Heraskevych manteve o uso de um capacete com imagens de atletas mortos, durante treinos na Itália, em desafio ao IOC.
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