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Homem irlandês com visto de trabalho válido detido pelo ICE por cinco meses

Irlandês com permissão de trabalho válida permanece detido pela ICE por cinco meses, enfrentando deportação após alegações de irregularidades em documentos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Seamus Culleton with his wife, Tiffany Smyth, a US citizen.
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  • Um irlandês, Seamus Culleton, que vive nos EUA há mais de 20 anos, está detido pela ICE há cinco meses e pode ser deportado, mesmo possuindo permissão de trabalho válida e sem antecedentes criminais.
  • A prisão ocorreu em 9 de setembro de 2025, ao sair do trabalho, e ele passou por detenções em instalações próximas a Boston e em Buffalo, antes de ser transferido para um complexo em El Paso, no Texas.
  • Culleton divide uma cela com mais de 70 homens; ele relata condições precárias, com frio, umidade e alimentação inadequada.
  • A detenção vem acompanhada de disputas sobre assinaturas usadas para deportação; a defesa afirma que ele não assinou os documentos e que as assinaturas eram falsas.
  • O caso gerou críticas a um suposto uso discricionário do governo dos EUA e refletiu o aumento de casos consulares envolvendo cidadãos irlandeses, conforme números do governo irlandês.

Seamus Culleton, cidadão irlandês há mais de 20 anos morando perto de Boston, permanece detido pela imigração dos EUA apesar de ter permissão de trabalho válida e não possuir antecedentes criminais. A prisão ocorreu durante uma operação de fiscalização de imigração em 9 de setembro de 2025, segundo o advogado dele.

Ele foi mantido por cinco meses em instalações da ICE próximas a Boston, depois transferido para Buffalo e, posteriormente, levado a um centro em El Paso, Texas. Culleton divide uma cela com mais de 70 homens e afirma que as condições são precárias, com alimento insuficiente e ambiente frio.

O detido tinha carta de condução de Massachusetts e uma permissão de trabalho emitida durante o processo de visto de green card iniciado em abril de 2025. Ainda há uma entrevista final a ser realizada no âmbito do processo.

Controvérsias processuais e assinaturas questionadas

Ao ser apresentado para assinar um formulário de deportação em Buffalo, Culleton recusou a assinatura e optou por contestar a prisão, alegando estar casado com Tiffany Smyth, cidadã americana, e possuir autorização de trabalho válida.

Em audiência de novembro, um juiz autorizou a libertação mediante fiança de 4 mil dólares, quitada pela esposa. Mesmo assim, a detenção permaneceu sem justificativa apresentada pelas autoridades, segundo a defesa.

A advogada Ogor Winnie Okoye afirmou que o governo tem poder discricionário de liberar o paciente e o descreveu como um imigrante exemplar, dono de empresa de reboco e marido de cidadã americana. A defesa busca reverter a detenção com revisão de documentos.

Contexto e impactos

O caso já é alvo de questionamentos judiciais, incluindo alegações de irregularidades em papéis da ICE. Culleton afirma que as assinaturas de deportação não são dele e que há provas de seu reconhecimento ao negar a assinatura.

A família de Culleton, representada pela esposa Smyth, relata sofrimento significativo ao longo de cinco meses de separação. Smyth descreve impactos na saúde mental e física do marido, citando perda de peso e questões de higiene na detenção.

Dados anteriores indicam aumento de casos de cidadãos irlandeses buscando assistência consular após deportações nos EUA, com números aumentando de 15 em 2024 para 65 em 2025, segundo informações do governo irlandês.

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