- O premiê britânico, Keir Starmer, enfrenta pressão interna após a renúncia de seu principal assessor, Morgan McSweeney, no fim de semana.
- McSweeney reconheceu que a escolha de nomear Peter Mandelson para embaixada foi errada e disse ser responsável pelo conselho dado.
- A crise está ligada aos documentos de Epstein, que mostraram a proximidade entre Mandelson e Epstein, alimentando críticas à liderança de Starmer.
- Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, tornou-se a figura de maior peso a pedir publicamente a saída de Starmer, sinalizando quebra de apoio dentro do partido.
- Possíveis substitutos aparecem nos nomes de Angela Rayner, ex-deputada primária, e Wes Streeting, atual secretário de Saúde, mas não houve consenso claro sobre quem assumiria caso Starmer saia.
Não é ainda certo se o premiê britânico Keir Starmer enfrentará sua própria derrota política, mas a pressão interna aumenta. Um episódio recente reacendeu dúvidas sobre a continuidade de seu governo, após a renúncia de um assessor próximo.
Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, deixou o cargo no fim de semana. Ele foi apontado como articulador da vitória do partido nas urnas e como uma das vozes centrais da gestão, ao lado do premiê. A saída aponta para tensões na liderança.
A decisão ocorreu em um momento em que documentos revelados sugerem proximidade entre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico e figura influente do Labour, e o escândalo ligado ao financista Jeffrey Epstein. Mandelson já havia se desvinculado de funções públicas, afirmando ter ficado longe do círculo próximo a Epstein.
Segundo informes, novas informações indicam que Mandelson e Epstein mantinham relação mais próxima do que o inicialmente declarado. Em 2008, fala-se de possíveis confidências de interesse estratégico de mercado. A controvérsia fortalece críticas sobre as escolhas políticas de Starmer.
Analistas lembram que a crise envolve também a liderança do Labour no país. Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, foi o primeiro a pedir publicamente a saída de Starmer. A reação de ministros da própria equipe, no entanto, foi defender a permanência do premiê.
Especialistas veem a renúncia de McSweeney como tentativa de ganhar tempo para reorganizar o governo. Já adversários destacam que a defesa de Mandelson é uma fratura na confiança pública e um obstáculo para a continuidade da gestão.
Em meio a cálculos internos, não há um herdeiro claro no Labour. Nomes apontados incluem Angela Rayner, ex-vice-primeira ministra, e Wes Streeting, atual responsável pela Saúde. Cada um carrega apoios e resistências internas relevantes.
O desfecho pode depender também de eleições locais e regionais marcadas para maio. Se o Labour não obtiver resultado favorável, o desgaste de Starmer tende a aumentar, abrindo espaço para movimentos de mudança na liderança. O conjunto de fatores aponta para uma trajetória ainda incerta.
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