- Europa reconhece, de forma dolorosa, que precisa ser mais assertiva e mais independente militarmente de uma administração dos EUA que não compartilha mais os valores liberais.
- O relatório preparado pela Munich Security Conference antecipa um choque ideológico com a Casa Branca de Donald Trump durante a conferência anual de segurança.
- Pesquisas para o estudo apontam que europeus estão cada vez mais dispostos a atuar sem a liderança dos EUA e que não é mais necessário depender desse papel.
- O documento afirma que os EUA se afastaram de princípios liberais que sustentaram a ordem do pós-guerra e pode estar levando a uma ordem pós-americana.
- A recomendação é que líderes europeus adotem estratégias mais ousadas, aprendam com táticas da gestão Trump e fortaleçam instituições para defender regras internacionais, sem depender de diplomacia conservadora.
O relatório preparado para a Munich Security Conference aponta que a Europa reconhece a necessidade de maior autonomia militar e atuação menos dependente de uma administração dos EUA que não sustenta mais normas democráticas liberais. O documento antecipa uma confrontação ideológica com a administração Trump na reunião de especialistas em segurança.
Segundo o texto, a Europa enfrenta um momento de realinhamento estratégico, marcado por divergências sobre temas como condições para a Ucrânia, ameaças à Groenlândia e medidas protecionistas dos EUA. A declaração surge após críticas de líderes europeus a ações norte-americanas e a linguagem agressiva de Washington.
A conclusão central é que a dependência da defesa dos EUA já não é sustentável para a Europa. Observa-se que regimes de cooperação e comércio com Washington enfrentam limites cada vez mais claros diante de tensões políticas e estratégicas na relação transatlântica.
Contexto e participação
O relatório destaca que o vice-presidente americano JD Vance não deverá participar presencialmente de Munique neste ano, mas a secretária de Estado Marco Rubio e uma delegação congressual devem marcar presença. Pesquisas associadas ao documento indicam maior disposição europeia para agir sem liderança norte-americana.
O texto menciona ainda que o governo de Trump tem sido visto como inclinado a alianças frágeis e a cooperação com Vladimir Putin, o que gerou preocupação entre líderes europeus. O material descreve a percepção de que a estabilidade do liberalismo democrático no âmbito global está em risco.
O relatório enfatiza que a União Europeia precisa adotar abordagens mais ousadas, mantendo o respeito às regras de comércio aberto e à soberania alheia. A ideia é reforçar instituições internacionais e não apenas reagir a ações de adversários mais agressivos.
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