- Lula criticou a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e defendeu que a Venezuela seja resolvida pelo povo venezuelano, sem intervenção externa.
- Em Salvador, durante cerimônia de 46 anos do PT, o presidente destacou a parceria com a China como exitosa.
- O discurso também mencionou participação em reuniões sobre terras raras e a disputa entre Estados Unidos e China nesse setor.
- A corrida por terras raras ganhou força em 2026, com Washington buscando uma coalizão internacional para reduzir a dependência de Pequim, que domina a extração e o processamento.
- Os EUA dizem que a concentração de produção ameaça segurança geopolítica; a China acusa distorção da ordem comercial, enquanto há estudo sobre estoque estratégico de minerais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a pressão dos Estados Unidos sobre Cuba e defendeu que a Venezuela deve ser resolvida pelo seu próprio povo, sem intervenção externa. Ele afirmou ainda estar orgulhoso da parceria entre Brasil e China, durante evento em Salvador, Bahia.
A fala ocorreu no encerramento de comemoração aos 46 anos do PT, com Lula destacando que o problema da Venezuela precisa de solução interna, não de ações de Washington ou do ex-presidente Donald Trump. O tom foi de defesa da autonomia regional.
Disputa por terras raras e geopolítica
Lula mencionou participação em reuniões sobre terras raras, tema central da disputa entre EUA e China. O presidente ressaltou a cooperação com a China, caracterizando a parceria como bem-sucedida para o Brasil.
O contexto internacional envolve a tentativa norte-americana de reduzir a dependência de minas controladas pela China, que hoje domina grande parte da extração e do processamento. Washington busca criar uma aliança global, inclusive com o Brasil, para ampliar fontes alternativas.
A estratégia dos EUA inclui negociações multilaterais e a criação de um estoque estratégico de minerais críticos, movimento que visa reduzir a dependência de Pequim. A China, por sua vez, acusa Washington de distorcer a ordem econômica internacional.
*Esta reportagem está em atualização*
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